Eleições 2026: ala do Republicanos vê Tarcísio candidato em SP

Eleições 2026: ala do Republicanos vê Tarcísio candidato em SP

Uma ala do partido Republicanos avalia que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, segue como candidato à reeleição, ao menos por enquanto. A explicação são as chances maiores de vitória, uma vez que o político é bem avaliado e lidera as pesquisas. Apesar da pressão do Centrão para lançar Tarcísio à presidência, aliados dele dizem que ele expressa, no momento, o desejo de se manter como governador. A decisão final, no entanto, será tomada em dezembro ou janeiro.

Além do Republicanos, são entusiastas de Tarcísio enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 partidos como União Brasil, PP e até o PSD. Atualmente, todas essas siglas têm ministérios no governo petista, mas já sinalizam que poderão apoiar um opositor no ano que vem. A avaliação dentro do Centrão é que só uma candidatura unificada da direita terá chances de derrotar Lula.

Caso escolha ser candidato a presidente, Tarcísio vai precisar deixar o cargo de governador em abril, ficará sem a máquina pública e terá que concorrer contra Lula, que terá a máquina federal em mãos durante a campanha. Correligionários do governador avaliam que o cenário mais confortável é o da reeleição em 2026, mesmo com apelos para que seja candidato ao Planalto. Além disso, todos aguardam a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre quem vai apoiar.

Bolsonaro ainda não bateu o martelo e já sinalizou que não quer fazer isso a curto prazo. Mesmo com a pressão de aliados para que a definição seja feita, o ex-presidente resiste a tomar qualquer decisão neste momento. O político está em prisão domiciliar, prestes a ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) e inelegível até 2030.

Dentro da família, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é um dos críticos de uma candidatura de Tarcísio. Em mensagens divulgadas pela Polícia Federal (PF) ao indiciar ele e o pai por coação na ação penal da trama golpista, Eduardo afirmava que o governador de São Paulo “não é a solução”. Ele tem feito críticas públicas a Tarcísio e na segunda-feira (25/8) fez uma publicação com crítica ao Centrão de forma velada.

“Na política brasileira os ‘craques’ querem entrar em campo dando ordens em Bolsonaro. Talvez seja porque não querem ouvir o que Bolsonaro tem a dizer, mas sim apenas tomar o lugar dele”, afirmou Eduardo na rede social X.

Enquanto isso, o governador de São Paulo discursou como candidato presidencial em um evento promovido pelo grupo Esfera, Tarcísio criticou a política externa do governo Lula, defendeu reduzir o número de ministérios e disse que um próximo de centro-direita precisa ter o lema “crescer 40 anos em 4”.

Governador deve se filiar ao PL para disputar Presidência

Dentro do Republicanos existe a avaliação de que se for candidato à reeleição, Tarcísio deve seguir no partido. Já no cenário em que tentar o Palácio do Planalto, é esperado que ele migre para o PL, ainda mais no cenário de receber o apoio de Bolsonaro. Mas para além do apoio, pesa a estrutura partidária, que no PL é muito maior, o que inclui tempo de TV e fundo eleitoral.

Na segunda, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que se Tarcísio for candidato à presidência, trocará o Republicanos pelo PL.

Se Tarcísio não for candidato, Republicanos deve se dividir

Caso o governador de São Paulo não seja candidato a presidente, uma ala do partido defende que o nome que ele apoiar, seja o nome apoiado pela sigla. No entanto, outro grupo avalia que sem Tarcísio na disputa, diretórios estaduais podem ser liberados para apoiarem quem preferirem, ou seja, a sigla pode se dividir.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que é filiado ao Republicanos, já disse publicamente que vai trabalhar pela reeleição de Lula independente de Tarcísio ser o candidato da oposição ou não.

Dentro do partido, integrantes da legenda já admitem que haverá divisões, como em eleições passadas, e descartam que isso será um problema.

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