Linha de frente no combate às fações no Rio, CORE ganha R$ 2,5 mil de gratificação de risco

A Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), unidade de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro, teve a sua gratificação reajustada. O valor, que estava congelado em R$ 1,5 mil desde a última revisão, há 15 anos, passa agora para R$ 2,5 mil, beneficiando todos os agentes.
O decreto que oficializa a medida foi assinado pelo governador Cláudio Castro (PL) publicado nesta quinta-feira (28/8) no Diário Oficial do Rio. O anúncio vem sendo considerado dentro da corporação como uma forma de reconhecimento ao trabalho de risco exercido diariamente pelos policiais especializados.
A reivindicação pelo reajuste era antiga. Segundo fontes ligadas à instituição, ao longo dos últimos anos diferentes gestões foram cobradas, mas sempre esbarravam em questões orçamentárias. Para os policiais, o congelamento da gratificação era visto como um sinal de esquecimento, já que outras áreas haviam conquistado reajustes no mesmo período.
Elite no combate
A CORE é considerada a linha de frente no enfrentamento ao crime organizado no estado. Com atuação em operações de alto risco, incluindo resgates, entradas em comunidades dominadas por facções e apoio a outras unidades policiais, os agentes são constantemente expostos a situações de extremo perigo.
O reajuste, apesar de não representar uma mudança drástica nos salários, é visto como um “fôlego” diante das dificuldades enfrentadas no dia a dia.
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, ressaltou a importância da tropa para a segurança pública fluminense. “A CORE é um símbolo de coragem e eficiência dentro da Polícia Civil. Esse reajuste é um gesto de valorização a homens e mulheres que arriscam suas vidas para proteger a sociedade”, declarou.