A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (30), os projetos de lei que criam as regiões administrativas de 26 de Setembro e Ponte Alta. As propostas, encaminhadas pelo Governo do Distrito Federal, receberam 18 votos favoráveis e uma abstenção e agora seguem para sanção.
Durante a votação, parlamentares destacaram que a criação das novas regiões deve ser acompanhada por investimentos em infraestrutura e maior autonomia para as administrações regionais, a fim de garantir melhorias efetivas para a população.
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) afirmou que a comunidade da 26 de Setembro já começou a receber obras estruturantes. Segundo ele, a principal via da região está sendo preparada para asfaltamento e a iluminação pública passa por substituição, com instalação futura de luminárias de LED. O parlamentar também citou projetos para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), escola, quadra poliesportiva e campo de futebol.
A necessidade de fortalecer o papel dos administradores regionais também foi tema do debate. O deputado Chico Vigilante (PT) defendeu que as administrações recuperem a capacidade operacional que possuíam no passado. “Eu sou de um tempo em que as administrações tinham parque de serviços com tratores e postos de gasolina para abastecimento das máquinas. Os administradores tinham condição de fazer trabalhos efetivos”, afirmou.
Para o deputado Eduardo Pedrosa (União), a criação das novas regiões administrativas amplia a presença do Estado nas comunidades e fortalece a identidade local, mas ressaltou que a medida precisa ser acompanhada de investimentos públicos.
Presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Pedrosa afirmou que a implantação das novas administrações não deverá gerar impacto financeiro. Segundo ele, serão utilizados cargos disponíveis no banco da Secretaria de Economia, além da transferência de servidores, apoio operacional e patrimônio das administrações regionais de Vicente Pires e do Gama.
O deputado Max Maciel (PSOL), no entanto, questionou essa avaliação. Para o parlamentar, a criação das novas estruturas administrativas pode afetar outras áreas da administração pública ao exigir o remanejamento de servidores.
