Brasiliense bate Paranoá no apagar das luzes

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Paranoá e Brasiliense protagonizaram um bom jogo na abertura da sétima rodada do Candangão 2026. Na tarde desta quarta-feira (11/2), o time amarelo venceu pela mínima em um confronto movimentado no Estádio JK, em resultado que é mais valoroso em termos de classificação ao visitante do que ao mandante.

Não faltaram chances para que as redes se balançassem. O placar foi tímido se compararmos o número de oportunidades geradas de ambos lados. O Jacaré até teve superioridade no miolo do jogo, ou seja, entre a reta final do primeiro tempo e o começo do segundo. Qualquer resultado, exceto uma goleada, seria totalmente compreensível para um duelo equilibrado e bem disputado.

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Criatividade, até a página 2

O começo de jogo foi formado por estudos no meio campo, por ambas partes, apesar dos muitos erros de passe na tentativa de alcançar o terço final. Vale pontuar que as tentativas do lado do Paranoá se justificam pelo ânimo após a importante vitória na rodada anterior contra o Real Brasília, mostrando outra cara a uma equipe que enfrentava maiores dificuldades na competição.

Não à toa, o primeiro disparo do jogo foi de Guilherme Pitbull, aos 12 minutos, mas rasteiro e para fora. No minuto seguinte veio a resposta do Brasiliense, quando Tarta encontrou Erick Luís na área e o ponta chutou da mesma maneira que o volante rival, mas no centro da meta, facilitando a defesa do goleiro Guilherme Pereira. Aos 18, aproveitando da boa fase, Renê Silva disparou de fora da área em cima de um marcador: com o desvio, a bola ganhava o ângulo do goleiro Matheus Kayser, mas foi defendida sem sustos.

Gradativamente as equipes conseguiam encontrar melhor simbiose para chegar mais próximo ao gol, apesar do último passe ainda ser o aspecto faltante para maiores oportunidades. Passada a segunda metade do primeiro tempo, o quadro era de ataque contra defesa, dependendo de quem possuía a bola, atuando no campo adversário. Isto, porém, não dava maior animação ao confronto.

Apenas aos 33 que o Jacaré voltaria a ter boa oportunidade. O estreante Jonathan Moc bateu escanteio pela direita e o goleiro Pereira não acertou o soco na bola: apesar da meta vazia, Marcos Júnior chutou na marcação e perdeu a ocasião mais clara até então. A equipe amarela teria mais uma finalização cortada dentro da área dois minutos depois, quando Alex Augusto interferiu no arremate de Thiago Pereira.

A partir deste momento, o Ense se sentiu incentivado a buscar o gol e aplicou maior pressão, mas sem finalizar as várias oportunidades criadas. Aos 44, Geovani e Erick Luís trocaram passes em boa dinâmica e chegaram em boa posição de chute. A indecisão de ambos, comicamente, fez com que a tabela fosse mais demorada e, no deixar de um ao outro, a marcação chegou a tempo de realizar o corte.

Ainda aos 47, Tarta, que fez os dois gols da vitória auribranca contra a Aruc, na rodada passada, testou bem de longa distância, mas acima da meta. A Cobra Sucuri ficou contra as cordas, mas resistiu aos 15 minutos finais de clara superioridade dos visitantes.

Gol por exaustão

O Brasiliense manteve a pressão da reta final da etapa inicial após a volta do intervalo. Além de ter mais presença de área, com a entrada de Anderson Magrão, a primeira oportunidade surgiu aos três minutos, quando Pereira saiu mal em bola aérea após um lateral e deixou a bola oferecida para João Teixeira. Seria o primeiro gol do jogo, se o chute do zagueiro não fosse milagrosamente cortado pelo colega de posição Alex Augusto. O defensor se chocou com a trave após o lance e saiu do jogo.

O abafa era claro e o gol do Jacaré parecia questão de tempo. Anderson Magrão ainda levara perigo em duas cabeçadas, aos cinco e aos 12. A Sucuri, precisando de uma resposta, teve a quase abertura do placar aos dez, quando Guilherme Pitbull bateu bola cruzada, quase batendo na trave de Matheus Kayser. O goleiro do Ense teve de intervir em nova chegada aos 13, em chute perigoso de Jobson (mente criativa na gênese das jogadas no primeiro tempo) após contra-ataque que terminou apenas em escanteio.

Até então sumido na partida, Wallace Pernambucano surgiu com finalização perigosa de fora da área, aos 16, espalmada por Pereira. Após essa boa parcial, o jogo deu uma baixa no ritmo. O clube de Taguatinga voltaria a assustar apenas aos 27, com mais um chute de Anderson Magrão sendo parado por Pereira. Dois minutos mais tarde, Jotta levantou bola em escanteio e Gabriel Luna desviou com perigo na primeira trave, indo novamente para fora.

Aos 32, Igor Carmino falhou e deixou um lançamento pingar e passar por cima de si. João Marcelo saiu cara a cara com Matheus Kayser mas, antes de finalizar, foi puxado na área pelo seu marcador. O árbitro Matheus de Moraes Silva, que vinha em boa jornada, fica com este pênalti não marcado como nota negativa. Aos 35, Caio Hones foi mais um jogador a experimentar finalização e parando nas palmas de Pereira. Dois minutos depois o Paranoá teve boa chance em contra-ataque: quatro contra três, desperdiçado pela demora de Marcos Rassi na tomada de decisão.

A reta final do confronto compreendeu um Brasiliense que tentava mas esbarrava na então implacável defesa do Paranoá, que eventualmente vinha para o contra-ataque. Aos 45 saiu o golpe de misericórdia: Caio Hones bateu escanteio desde a esquerda para a segunda trave e Tarta, de pé direito, fulminou para as redes, finalmente tirando o zero do marcador e assim mesmo deixando.

O que vem por aí

Após a parada do Carnaval, as equipes voltam em campo apenas daqui a uma semana e meia. Ainda na luta pela permanência, o Paranoá irá visitar o Ceilândia no dia 21, antes de fechar a participação como mandante, contra o Samambaia. Em busca de confirmar a vaga nas semifinais, o Brasiliense respira para encarar, também no dia 21, o Capital, voltando a performar no JK. Na rodada final, enfrentará o Gato Preto, em casa.

Paranoá 0
Pereira; Gabriel Luna, Léo Santos (Marcos Rassi), Alex Augusto (Badio) e Vitinho 🟨; Guilherme Pitbull, Bebeto (João Bernardo) e David Weslley (João Marcelo 🟨); Jotta, Jobson (Lopeu) e Renê Silva; Técnico: Klésio Borges

Brasiliense 1
Matheus Kayser; Vitor Marinho 🟨, Igor Carmino, João Teixeira e Jonathan Moc; Marcos Júnior, Tarta ⚽🟨 e Geovani (Anderson Magrão 🟨); Thiago Pereira (Caio Hones), Erick Luís (Montanha) e Wallace Pernambucano (Jean Pyerre); Técnico: Luiz Carlos Winck

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