A criançada fez a festa no Bloco da Baratinha. Já consolidado em Brasília há mais de 40 anos, o evento reafirmou, neste domingo de Carnaval, no Parque da Cidade, seu lugar no DF Folia como o principal ponto de encontro das famílias, com atrações musicais, pintura de rosto e atividades lúdicas.
O pernambucano Luís Lima, fundador da Baratinha e veterano do Carnaval candango — tendo sido também cofundador de blocos clássicos como o Pacotão e o Galinho de Brasília —, aproveitou o aniversário de 45 anos da agremiação para reforçar seu propósito. “A Baratinha é o meu xodó. Esse bloco foi criado para que as crianças pudessem ter seu espaço junto com a sua família e pudessem brincar com tranquilidade, sem bebidas alcoólicas ou drogas”, afirmou.
Para Lima, o respeito absoluto à infância é a prioridade máxima: “Ninguém é tão importante quanto a criança”, ressaltou. Em um cenário que antes contava com poucas opções carnavalescas, o fundador pavimentou o caminho para o lazer infantil na capital. A expectativa da organização era de que, até o fim do evento, cerca de 50 mil pessoas passassem pelo espaço dedicado a todas as idades.
Ariadna Sarti, 27 anos, técnica de enfermagem, compareceu à folia com o marido João Paulo da Silva, empreendedor, 34 anos, para levar a filha de um ano, Maria Julia, e o mais velho, João Gabriel, de três anos. Gabriel estava encantado com as fantasias e os personagens que visitaram o espaço, como o Zé Gotinha. Ele e a irmã estavam fantasiados de super-heróis, porque Ariadna, que não curte esse feriado, agora faz questão de que os filhos possam brincar com tranquilidade. “Esse bloco é muito interessante, é focado no público infantil e tem colocado uma placa, por exemplo, que não pode fumar”, destacou.
A empresária Elizabeth Moraes Freire, 38 anos, e o marido escolheram esse bloco para que a filha Antonella, de quatro anos, pudesse brincar livremente com suas fantasias de princesa. A família é frequentadora assídua da Baratinha para curtir o Carnaval, por acreditar que o evento transmite muita segurança, sendo um ambiente familiar. “Gostamos muito do Carnaval e todo ano nós frequentamos só a Baratinha, porque não tem confusão, não tem bebida com álcool, é tranquilo. Não tem vulgaridade, para mim é perfeito”, salientou Elizabeth.

Para Elizabeth, é uma alegria poder preparar as fantasias para a filha em cada dia da folia. Antonella estava vestida de Jasmine, mas a mãe contou que para os outros dias as opções são Rapunzel, Elsa e Ladybug. Elizabeth afirmou ainda que a concentração do bloco também tem um horário atrativo: “A gente gosta de vir mais ou menos no horário que o sol já vai baixar”, explicou.
