O Eixão do Lazer recebe mais uma edição do projeto Choro no Eixo com Márcio Marinho e convidados, realizado das 9h às 17h no domingo (22), na altura da 7 Norte, no Plano Piloto. A iniciativa transforma a via em espaço cultural e encontro entre público e artistas, aproximando o choro de novos ouvintes e reforçando a presença da música brasileira em ambientes abertos.
O projeto é conduzido pelo músico Márcio Marinho, cuja trajetória está diretamente ligada ao gênero. “Comecei a tocar choro com 11 para 12 anos, fui aluno da escola de choro e poder fazer um som na rua de uma maneira democrática para outras pessoas conhecerem sempre foi o objetivo” diz o músico. Para ele, gostar do gênero está intimamente ligado à própria cltura do Brasil. “O choro é uma música do século XIX, antecessora a vários outros gêneros musicais brasileiros, vários outros gêneros musicais beberam do choro, e quando a gente escuta, a gente se identifica muito com a cultura brasileira”.
A realização no Eixão reforça uma perspectiva de ocupação cultural dos espaços urbanos, incorporando práticas de convivência e participação cidadã. A presença de apresentações musicais em área pública integra uma dinâmica de uso coletivo e de valorização do ambiente urbano como território cultural. Nesse sentido, Márcio observa que, para “quem vive a cidade tem que ter direito à cidade. E Brasília é uma cidade-parque para que as pessoas possam conviver socialmente da maneira como elas queiram, sempre preservando os espaços públicos, mas fazendo a sua vivência cultural e a sua vivência social por meio desse espaço tão bonito e arborizado.”
Além da dimensão artística, a organização destaca o cuidado com a manutenção do espaço utilizado. A logística do evento inclui equipe dedicada à gestão de resíduos e parcerias para garantir a limpeza da área após as atividades, evidenciando preocupação ambiental associada à realização cultural. Conforme Marinho, “o Choro no Eixo é o único evento no eixão do lazer que deixa o local totalmente limpo, parece que não pisou ninguém, nenhum palito no chão, nada. Tem uma empresa cadastrada pelo SLU que a gente destina para a limpeza, a galera chega lá 8 da manhã e sai de lá 9 da noite, então tem toda uma equipe para essa questão da sustentabilidade e separação de lixo que a gente sempre incentiva.”

A proposta também dialoga com a expansão internacional do choro, conectando tradição e circulação mundial. A percepção de alcance global reforça o interesse em difundir o gênero entre públicos diversos, ampliando sua visibilidade cultural. De acordo com o músico, “Eu acho que o Choro, na música contemporânea, tá dominando o mundo. Tem clube do Choro na Holanda, na França e em Londres também, eu participei de um festival de Choro em Londres ano passado, e eles estão aprendendo a falar nossa língua até para poder entender melhor o Choro”.
Serviço
Choro no Eixo com Márcio Marinho e convidados
Onde: Eixão do Lazer, altura da 7 Norte — Plano Piloto
Quando: domingo, 22 de fevereiro, das 9h às 17h
