A programação da tarde do primeiro dia do Movimente 2026 reuniu, no Palco Travessia, três abordagens distintas sobre empreendedorismo e mercado: comunicação estratégica, transformação tecnológica e trajetória profissional. As palestras de Carol Portilho, Neil Redding e Nany People ampliaram o debate sobre como presença, inovação e autonomia influenciam decisões e resultados nos negócios.
Especialista em comunicação verbal e não verbal, Carol Portilho abriu o bloco com a palestra “Presença que Convence – Como a Comunicação Certa Muda Negócios, Decisões e Relações”. Autoridade nacional em linguagem corporal e microexpressões faciais, ela destacou que liderança e vendas passam, cada vez mais, pela capacidade de conexão.
“A regra está subindo. A forma como fomos liderados já não funciona mais. Se tentarmos liderar da mesma forma, vamos perder funcionários, vamos perder vendas, vamos deixar dinheiro na mesa”, afirmou. Segundo ela, carisma, conexão e presença são habilidades estratégicas em um cenário em que gestos, postura e tom de voz comunicam tanto quanto palavras. “Há uma potência dentro das mulheres. É preciso trazer consciência, ética e conhecimento para fazermos algo maior”, disse.
Na sequência, o futurista e arquiteto de inovação Neil Redding apresentou a palestra internacional “O Futuro Próximo dos Negócios com Agentes de IA”. Com mais de 30 anos de experiência e atuação junto a marcas globais como Visa, Nike e Apple, Redding abordou a aplicação prática dos chamados agentes de inteligência artificial – sistemas autônomos ou semi-autônomos capazes de executar tarefas, tomar decisões operacionais e ampliar produtividade.

Ele explicou que esses agentes não representam uma tendência distante, mas uma evolução já em curso na gestão empresarial. Entre os exemplos citados estiveram experiências personalizadas para clientes, automação de processos complexos e apoio à tomada de decisão baseada em dados. A discussão girou em torno de como empresas podem se preparar para integrar essas tecnologias de forma estratégica e responsável.
Encerrando o bloco da tarde, Nany People apresentou a palestra “A Mulher que se Autofez”, conectando trajetória pessoal e autonomia profissional. Ao relembrar a infância e a vivência familiar, associou o empreendedorismo à necessidade de sobrevivência.
“Hoje falamos de empreendedorismo. Na minha geração, era sobrevivência. Vi minha mãe vendendo produtos de beleza, fazendo crochê, tricô”, afirmou. Segundo ela, o percurso profissional foi marcado por sucessivos “nãos”, que se transformaram em impulso para continuar. “Se eu tivesse me deixado levar pelo não, não estaria aqui”.

Com 50 anos de carreira e 60 de idade completados em 2025, destacou a importância de permanecer no propósito. “O empreendedorismo é autonomia. É ter decisão sobre a própria vida, começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias. Só você pode fazer por você”, concluiu.
Créditos das Notícias Sebrae DF
