Em sessão ordinária, deputados discutem saúde e segurança no Distrito Federal
Plenário foi palco de pronunciamentos dos parlamentares na tribuna da Casa
A sessão ordinária desta quarta-feira (11), na Câmara Legislativa, foi tomada por falas a respeito da Saúde e da Segurança no Distrito Federal. Líder da Minoria, o deputado Gabriel Magno (PT) trouxe à tribuna a informação de que o Governo do Distrito Federal (GDF) estaria “devendo R$ 81 milhões ao plano de saúde dos servidores públicos do DF, o Inas”.
“A contribuição do GDF para o plano de saúde dos servidores está em débito de R$ 81 milhões. A rede credenciada tem diminuído. Os servidores não conseguem agendar consulta, nem exame. Nós provocamos o Tribunal de Contas do DF para obrigar o governo a pagar o que deve. Estão dando calote no plano de saúde dos servidores. E, para piorar, querem aumentar a mensalidade para o servidor público”, pontuou Magno.
O deputado Max Maciel (Psol), por sua vez, criticou as faltas de condições para armazenamento de remédios e outros insumos na farmácia do Hospital de Ceilândia. “O armazenamento lá é totalmente inadequado. Vimos servidores usando seus próprios carros para levar medicamentos para outros locais de forma inadequada. É um local pequeno, sem refrigeração, com o teto caindo, fios soltos. Enquanto isso, falta insumo em várias unidades de saúde. Não podemos continuar assistindo ao sucateamento da saúde pública, até porque o DF tem dinheiro do Governo Federal garantido”, frisou.
Segurança
Também em plenário, a ocorrência de mais um feminicídio no Distrito Federal, no último fim de semana, quando se comemorou o Dia Internacional da Mulher, levou o vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale (PT), a se pronunciar. “Tivemos mais uma vítima de feminicídio neste fim de semana. Não temos como diminuir esse problema sem envolver os homens neste debate. Esse preconceito e esse ódio contra as mulheres é fomentado pelas redes sociais. Não vejo outra saída a não ser colocar o feminicídio como crime hediondo. Por mais que se aprovem leis, a violência continua aumentando. Temos que continuar combatendo esse mal na nossa sociedade”, afirmou Vale.
Já em sua fala, o deputado Thiago Manzoni (PL) usou a tribuna para lamentar a prisão dos coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. “Transitado em julgado o processo contra os coronéis da PMDF, eles foram presos. São homens honrados que dedicaram suas vidas para proteger e servir a população do DF. Eventualmente, cometeram erros durante esse caminho, mas não são criminosos. Depois do que já se descobriu sobre a postura de alguns integrantes da Suprema Corte, todos esses processos relacionados ao 8 de janeiro serão anulados”, frisou o parlamentar.
O líder do PT na CLDF, deputado Chico Vigilante, que foi presidente da CPI dos Atos Antidemocráticos na Casa, em 2023, também se manifestou sobre o tema. “O que havia no dia 8 de janeiro eram golpistas sanguinários que queriam impedir a posse do presidente legitimamente eleito. Lugar de golpista é na cadeia. Golpistas têm que ser tratados como criminosos, que é o que eles são”, afirmou o distrital.
Confira a íntegra da sessão:
Com Informações Câmara Legislativa do DF
