De produtores rurais a prédios urbanos: Adasa reconhece iniciativas voltadas à preservação e conservação da água

De produtores rurais a prédios urbanos: Adasa reconhece iniciativas voltadas à preservação e conservação da água

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizou, nesta quarta-feira (18/03), a cerimônia de entrega do Prêmio Guardião da Água, em reconhecimento a produtores de água, instituições, empreendimentos e usuários que se destacam por ações de conservação e uso racional da água no Distrito Federal. A edição de 2026 marca o décimo sexto ano da premiação promovida pela Agência.

Foram homenageados produtores de água vinculados ao Projeto Produtor de Água da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Pipiripau e ao Projeto Produtor de Água na Bacia Hidrográfica do Descoberto, além de iniciativas voltadas à adoção de sistemas prediais urbanos não potáveis, com aproveitamento de água da chuva e reúso de águas cinzas — provenientes de pias, chuveiros, máquinas de lavar e outros processos domésticos — e, ainda, um projeto residencial de implantação de sistema de recarga artificial de aquífero.

A mesa diretiva da solenidade foi composta pelo diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, pelos diretores Vinicius Benevides e Felix Palazzo, pelo assessor de Relações Institucionais da Governadoria do Distrito Federal, Estevão Reis, pelo delegado-geral da Polícia Civil do DF, José Werick de Carvalho, e pelo guardião da água Eugênio Giovevardi.

Ao abrir o evento, Raimundo Ribeiro destacou a urgência de ampliar as práticas sustentáveis relacionadas ao uso da água e reforçou a importância de reconhecer iniciativas concretas de preservação. “Esse evento é muito significante para todos nós, ele é fruto, não é resultado de um trabalho que faz ao longo do tempo. Premiar quer dizer reconhecer e nós precisamos reconhecer que o ser humano nem sempre valoriza aquilo que não é observado, estou falando da água. Nós temos que ser muito cuidadosos para que nós continuamos usufruindo esse recurso tão valioso. Hoje trazemos aqui pessoas que trazem experiências no sentido de produzir água, que adotam ações que contribuem concretamente para a proteção de nascentes e mananciais e que fazem com que a mesma água tenha múltiplas funções”, afirmou.

O diretor-presidente lembrou ainda que o Distrito Federal ainda está em um estágio inicial no que diz respeito ao aproveitamento e reaproveitamento da água e fez um convite à reflexão sobre as medidas que precisam ser adotadas com urgência. Segundo ele, é necessário avançar no planejamento e na implementação de ações efetivas, “pois já estamos atrasados”. Ribeiro também agradeceu a presença dos representantes de órgãos que integram o sistema de gerenciamento de recursos hídricos.

O assessor da Vice-Governadoria do Distrito Federal, Estevão Reis, também ressaltou a importância da premiação e parabenizou a Adasa pelo trabalho de conscientização desenvolvido nas escolas do DF sobre o uso racional da água e a preservação dos recursos hídricos. “Essa premiação vem coroar aqueles que realmente estão fazendo e incentivar outras pessoas a adotarem práticas de reúso e conservação de água. É uma pauta de interesse da vice-governadora Celina Leão e deve ser cada vez mais implementada no Distrito Federal”, afirmou.

Um dos primeiros homenageados do Prêmio Guardião da Água, o produtor Eugênio Giovevardi relembrou o momento em que recebeu o reconhecimento, em 2010, em razão das práticas de conservação adotadas em sua propriedade, o Sítio Neves, localizado no Gama. “Em 2010, eu estava cuidando de algumas pequenas barragens que a chuva tinha rompido quando recebi um telefonema do atual diretor e então presidente da Adasa, Vinicius Benevides, informando que eu seria homenageado como Guardião da Água. A Adasa prestigiou não apenas o meu trabalho, mas o trabalho das árvores e das pedras, porque são elas que têm a função de fazer o trabalho necessário para que tenhamos água disponível”, recordou.

Giovevardi destacou ainda o compromisso de longo prazo com a preservação ambiental e a recuperação do Cerrado no Distrito Federal. “Há 50 anos me dedico a preservar as águas do DF, mas os que irão se beneficiar deste trabalho ainda não nasceram. Em 2023, o Ibram aceitou a nossa proposta de devolver ao patrimônio natural do DF a área do Cerrado onde estamos. Atualmente, nós somos apenas hóspedes daquela região, como são hóspedes todas as árvores e animais que vivem no Cerrado”, disse.

O delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, José Werick de Carvalho, recebeu a homenagem em nome de sua esposa, Petúnia Teixeira, agraciada pela implantação de sistema de recarga artificial de aquífero em sua residência, e falou em nome de todos os homenageados. “É uma responsabilidade muito grande falar em nome de todos, principalmente por pertencer a uma instituição da área de segurança pública, que embora pareça distante da temática, tem uma proximidade ao participar de CPIs que envolvem questões de sustentabilidade e crimes contra o meio ambiente. Uma gota de água preservada é uma vida que se preserva, é um compromisso com o presente e com o futuro, com a dignidade das pessoas”, ressaltou.

José Werick destacou ainda que a Polícia Civil do DF também vem adotando práticas voltadas à sustentabilidade em sua rotina institucional. “Nós da Polícia Civil temos um Plano de Gestão de Logística Sustentável, que inclui sistemas de reaproveitamento de água, de aproveitamento de água da chuva, de administração de resíduos, ou seja, temos uma preocupação muito grande com o meio ambiente”, afirmou.

Além dos homenageados, participaram da cerimônia servidores e colaboradores da Adasa e representantes de diferentes instituições. Estiveram presentes Tatiana Brandão, representando a senadora Damares Alves; Renato Ribeiro, representando a senadora Leila Rêgo; Sirval Alan Pereira, representando o Ministério da Saúde; Regina Fonteles, representando o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Katiana Souza, representando a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; Robinson Cardoso, representando o secretário de Relações Internacionais, Paco Brito; Luciano Miguel, representando o secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes; Sergio Santos, representando a Administração do Itapoã; Antônio Miguel, representando a Administração do Plano Piloto; Luciano Alencar, representando o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF); e Daniela Lacerda, representando o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

A premiação reafirma o papel da Adasa no estímulo a práticas que fortalecem a segurança hídrica, a proteção de mananciais e a sustentabilidade urbana, ao valorizar exemplos que contribuem para uma relação mais responsável da sociedade com a água.

  
 
 

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