O que mais se comenta em Brasília é que, no dia 5 de abril, a vice-governadora Celina Leão (pP), tendo assumido o governo, romperá com o governador Ibaneis Rocha (MDB).
O que se diz é que não pode romper antes porque, se o fizer, Ibaneis Rocha não deixa o governo e, com isso, detona a candidatura de Celina Leão a governadora.
Aliados de Ibaneis Rocha defendem duas teses — todas ligadas à sua sobrevivência política.
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Primeiro, há os que postulam que, se deixar o governo no dia 4 de abril, daqui a menos de 20 dias, Ibaneis Rocha, perdendo sua imunidade relativa, por ser governador, tende a se tornar o verdadeiro Titanic da política de Brasília. Corre, inclusive, o risco de preso.
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Segundo, há os que defendem que Ibaneis Rocha precisa ser candidato a senador ou deputado federal, e exatamente para preservar alguma imunidade nos próximos quatro anos.
Bolsonarismo pode abandonar Celina Leão
Já aliados de Celina Leão afirmam, ao menos nos bastidores, que a vice só tem alguma chance de ser eleita se assumir o governo do Distrito Federal e se romper com Ibaneis Rocha. Mas um rompimento público, e não proforma.

O bolsonarismo já abandonou Ibaneis Rocha e está de olho em Celina Leão. Se ela ficar ao lado do governador, segurando a alça do caixão político, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pré-candidatas ao Senado, poderão migrar para outra candidatura, possivelmente para a de José Roberto Arruda, que, inclusive, já foi do PL e tem a simpatia do senador Izalci Lucas, do partido. (E.F.B.)
