*Por Luan Martins
Pesquisa realizada pelo Instituto Gazeta de Pesquisas, encomendada pela TV Atual Record News, revela os nomes que sobressaíram no Entorno para deputado estadual, deputado federal e senador nas eleições de 2026. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, o deputado Célio Silveira (MDB) aparece à frente com 2,1% das intenções de voto. Para a Assembleia Legislativa de Goiás, o levantamento indica liderança de Wilde Cambão (PSD) com 3,1%. Já na corrida pelo Senado, Gracinha Caiado (UB) lidera com 13,8%, enquanto Gustavo Gayer (PL) 8,4% e Alexandre Baldy ( PP) 6,9% aparecem na disputa pela segunda vaga.
Segundo o instituto, a pesquisa foi realizada com cerca de 1.200 entrevistas, com margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento abrange municípios do Entorno do DF, região que reúne mais de 1 milhão de habitantes e aproximadamente 800 mil eleitores, tem peso crescente nas eleições em Goiás.
Pesquisas desse tipo, quando realizadas de forma espontânea, sem apresentação prévia de nomes aos entrevistados, tendem a registrar índices baixos de intenção de voto e elevado número de eleitores indecisos, especialmente fora do período oficial de campanha.
Para o especialista e cientista político, Márcio Aguiar, aponta que esse cenário exige cautela na interpretação dos dados. “A pesquisa eleitoral deve ser vista como uma fotografia do momento, não como o resultado final da eleição. Ela mostra como o eleitor estava pensando no dia da entrevista, e isso pode mudar até a votação”, afirma o cientista político.
De acordo com ele, a margem de erro pode impactar diretamente a leitura dos resultados. “Se um candidato tem 30% e outro 27%, com margem de 3 pontos, eles podem estar tecnicamente empatados. Pequenas diferenças não significam liderança real.”
Outro fator relevante é a volatilidade do eleitorado ao longo do processo eleitoral. “Pesquisa de intenção de voto não é voto confirmado. Muitas pessoas mudam de opinião ao longo da campanha. A pesquisa capta tendência, não uma decisão definitiva”, explica.
Além disso, a metodologia utilizada influencia o grau de confiabilidade dos dados. “É preciso observar quem realizou a pesquisa, o tamanho da amostra e como os entrevistados foram selecionados. Isso define o nível de confiança do levantamento.”
No caso das eleições proporcionais, como deputado federal e estadual, o resultado final não depende apenas da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho dos partidos e do quociente eleitoral, sistema que define a distribuição das cadeiras no Legislativo.
Já na disputa para o Senado, que ocorre pelo sistema majoritário, são eleitos os candidatos mais votados, o que tende a tornar a concorrência mais direta entre os nomes colocados.
