É chegado o fim do prazo da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira (3), pré-candidatos do Entorno do Distrito Federal intensificaram a movimentação de “entra e sai” entre partidos na tentativa de fortalecer projetos eleitorais para 2026.
Aberto em 5 de março, o período permite que deputados federais, estaduais e distritais mudem de legenda sem risco de perda de mandato. Na prática, a janela é usada como estratégia para buscar chapas mais competitivas e aumentar as chances de eleição.
Na região do Entorno, os nomes que já se colocam como pré-candidatos aproveitaram a brecha legal para reposicionar suas filiações partidárias:
- Joscilene Mangão deixou o MDB e se filiou ao Agir
- Lêda Borges saiu do PSDB e ingressou no Republicanos
- Boaz de Albuquerque trocou o PDT pelo PSB
- Waltinho Roriz deixou o PL e se filiou ao Novo
As mudanças refletem o “jogo de tabuleiro” típico do período, em que partidos ajustam suas composições para atingir o quociente eleitoral e ampliar a representatividade nas casas legislativas.
Prevista na Lei dos Partidos Políticos, a janela partidária tem duração de 30 dias em anos eleitorais e é considerada uma das principais oportunidades para reorganização política antes do pleito, marcado para 4 de outubro, em primeiro turno.
Fora desse período, parlamentares eleitos pelo sistema proporcional só podem deixar suas siglas em situações específicas reconhecidas pela Justiça Eleitoral, como mudança no programa partidário, discriminação política pessoal ou anuência da legenda.
