Professores do DF fazem paralisação e participam de marcha nesta quarta-feira (15)

Professores da rede pública do Distrito Federal foram convocados para uma paralisação nesta quarta-feira (15), com participação na Marcha da Classe Trabalhadora, prevista para ocorrer na área central de Brasília.

De acordo com o sindicato da categoria, a concentração está marcada para às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional. A mobilização faz parte de um movimento nacional em defesa de direitos trabalhistas e da valorização do serviço público.

A paralisação, no entanto, não é obrigatória. Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro), a adesão é individual, ou seja, cada docente decide se participa ou não do ato. Por isso, pais e responsáveis devem verificar diretamente com as escolas se haverá aula normalmente.

O movimento tem como tema “Educação pública, presente! Mais respeito e valorização para quem educa o Brasil” e reúne profissionais da educação de todo o país, além de centrais sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Procurado, o diretor do Sinpro-DF, Cleber Soares, afirmou que o pleito da categoria inclui a busca por mais respeito e valorização dos profissionais da educação, além de pautas como o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e a oposição à pejotização das relações de trabalho.

Além da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o fortalecimento da negociação coletiva no serviço público. Durante o ato, está prevista a entrega da Agenda da Classe Trabalhadora ao governo federal e ao Congresso Nacional.

No setor público, os manifestantes criticam mudanças no Regime Jurídico Único (RJU), apontando riscos de precarização das relações de trabalho, com possível substituição de vínculos estatutários por celetistas. Há ainda críticas ao avanço de parcerias público-privadas e à transferência de serviços para organizações da sociedade civil.

Outro ponto levantado pela categoria é a defesa da regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do direito à negociação coletiva e à greve no serviço público.

A marcha também se posiciona contra propostas consideradas como reforma administrativa e que, segundo entidades sindicais, podem impactar direitos dos servidores públicos e a estrutura do Estado.

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