Bolsonaro deve receber alta após cirurgia no ombro e seguirá em prisão domiciliar em Brasília

*Por Cintia Ferreira

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta segunda-feira (04) após passar por uma cirurgia no ombro direito realizada na sexta-feira (01) em um hospital particular de Brasília. De acordo com boletins médicos divulgados ao longo do fim de semana, o quadro clínico evolui de forma satisfatória, com controle da dor e resposta positiva ao tratamento.

Segundo a equipe médica, Bolsonaro permaneceu internado para acompanhamento pós operatório, com foco em analgesia, prevenção de trombose e início da reabilitação motora e funcional. A expectativa é de continuidade da recuperação fora do ambiente hospitalar, com suporte terapêutico.

A cirurgia foi realizada para reparar o manguito rotador, conjunto de tendões responsável pela estabilidade e pelos movimentos do ombro. O procedimento, que durou cerca de cinco horas, teve como objetivo tratar um quadro de dor persistente e limitação funcional que, segundo a defesa do ex-presidente, exigia uso frequente de medicamentos analgésicos antes da intervenção.

Durante a internação, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais para atualizar o estado de saúde do marido. Em uma das publicações, ela afirmou que a recuperação tem sido positiva e destacou avanços no quadro clínico. “Os dedos da mão do braço do procedimento que é normal não se mexerem por conta do anestésico já voltaram a se movimentar”, escreveu Michelle ao detalhar a evolução no pós operatório.

Como a cirurgia foi realizada no ombro direito e Bolsonaro é destro, houve limitação inicial para realizar atividades básicas, como se alimentar sozinho, o que foi apontado como uma das dificuldades no período de recuperação imediata.

Após a alta, o ex-presidente retornará para a residência onde cumpre prisão domiciliar, localizada na região do Jardim Botânico, em Brasília. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal no contexto da condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

O prazo inicial da prisão domiciliar é de 90 dias. Ao fim desse período, o caso deverá passar por nova avaliação judicial, que poderá manter ou alterar as condições do cumprimento da pena.

Mesmo fora do hospital, Bolsonaro deverá seguir em acompanhamento médico e sessões de fisioterapia para recuperação completa dos movimentos do ombro e retomada das atividades cotidianas.

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