*Por Luan Martins
De acordo com as investigações, o grupo atuava desde 2022 e utilizava a relação de confiança entre cuidadores e idosos para identificar possíveis vítimas. Esses profissionais indicavam os idosos a uma empresa de crédito, facilitando a contratação de empréstimos. Após a liberação dos valores, o dinheiro era total ou parcialmente desviado pelos integrantes do esquema.
A empresa citada na investigação é a Lira Cred. Até o momento, não há confirmação de eventual envolvimento direto da instituição na prática criminosa. Entramos em contato com um dos telefones disponíveis no site da empresa. Um rapaz atendeu e disse não fazer mais parte da instituição. Perguntado sobre possível envolvimento, ele disse apenas que não tem conhecimento das práticas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcus Vinícius, mesmo quando havia consentimento por parte dos idosos, o crime era consumado. “Alguns tinham consciência da realização do empréstimo, e outros não. O fato é que, mesmo para os que solicitaram os empréstimos, o valor não era totalmente repassado à vítima”, explicou Marcus.
A investigação teve início a partir da identificação de três vítimas, mas há indícios de que outros idosos também tenham sido prejudicados. O valor total desviado pode aumentar com o avanço das apurações.
Ainda de acordo com o delegado, durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Quatro pessoas foram presas e encaminhadas às unidades prisionais da região, onde permanecem à disposição da Justiça.
Os investigados podem responder por furto triplamente qualificado e associação criminosa. Somadas, as penas máximas ultrapassam 10 anos de prisão.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de novos desdobramentos e orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para registro de ocorrência.
