Brasília recebe, até este sábado (23), uma edição especial do Pixel Show, festival dedicado à conexão entre criatividade, tecnologia, ciência e negócios. Realizado na Arena Mané Garrincha, o evento contará com programação gratuita e uma série de atividades voltadas tanto para profissionais do mercado criativo quanto para estudantes, empreendedores e famílias.
Com proposta centrada na troca de experiências e na experimentação prática, o festival reúne palestras, workshops, exposições, ativações interativas, feira criativa, Tattoo Space e experiências imersivas que exploram linguagens visuais, tecnologia e novas formas de criação. A edição também oferece o ingresso Black, modalidade premium com acesso prioritário, áreas exclusivas e encontros com convidados.
Segundo o CEO do Pixel Show Brasília e da produtora Next Gen, Tonico Novaes, o festival acompanha as transformações da criação de conteúdo e amplia o diálogo entre arte, tecnologia e inovação. De acordo com ele, “o Pixel nasceu como um evento muito focado na arte e na criatividade e hoje ele é um evento de inovação criativa. Então a gente vem acompanhando essa transformação e vem trazendo os micro e pequenos empreendedores para um espaço de holofote, dando ênfase ao que eles vêm criando e dando para eles a oportunidade de mostrar todo o processo criativo, desde do momento que nasce a ideia até a entrega final”.
Tonico afirma ainda que a programação foi estruturada para proporcionar experiências práticas e aprendizado aplicado. A proposta, segundo ele, é oferecer atividades “mão na massa”, permitindo que o público aprenda técnicas e processos criativos diretamente nos workshops e vivências promovidos ao longo dos três dias.

Entre os convidados confirmados estão o humorista Mauricio Meirelles, o diretor promo da TV Globo, Chico Leão, o apresentador e humorista Rogério Vilela, o cofundador do canal Você Sabia, Daniel Molo, a criadora de conteúdo Yasmin Yassine e a atriz e dubladora Bianca Alencar. O artista e educador Cauê Maia também integra a programação com uma exposição voltada à reflexão sobre as relações entre arte, percepção e tecnologia.
A curadoria aposta ainda em sharp talks, imersões criativas e conteúdos ligados a design urbano, visual thinking, novas linguagens artísticas e aplicações tecnológicas. A proposta é aproximar tendências globais de experiências práticas e acessíveis ao público.
Além das palestras, o festival ocupará a Arena Mané Garrincha com diferentes ambientes de interação. Um dos principais espaços será a Creative Market, área dedicada a artistas, expositores e empreendedores criativos. O local reunirá experiências relacionadas a arte impressa, quadrinhos, moda, tatuagem, live art, games e tecnologias imersivas, como XR.

Tonico destaca que o evento busca aproximar empreendedores da economia criativa de coletivos e comunidades tecnológicas. Segundo ele, a integração pretende mostrar como áreas como inteligência artificial, internet das coisas, impressão 3D e outras tecnologias podem contribuir para ampliar, digitalizar e potencializar negócios ligados ao artesanato, moda, audiovisual, motion design e outras expressões criativas.
A relação entre criatividade e inteligência artificial aparece como um dos eixos centrais da edição de 2026. De acordo com Tonico, o festival pretende discutir o uso da tecnologia sem retirar o protagonismo humano dos processos criativos. A ideia, segundo ele, é apresentar ciência, inovação e tecnologia sempre conectadas à arte.
“O que a gente quer trazer aqui de fato é essa provocação, que ela [a IA] não é uma ameaça, que ela é uma oportunidade de fato e que o artista, ele precisa se atualizar e se digitalizar para entender como é que ele pode utilizar a inteligência artificial de uma maneira segura, convidativa e atraente para que ele possa desenvolver melhor seu trabalho e também para que o público possa estar mais próximo dele através dessas tecnologias”, explica Novaes.

O caráter intergeracional do festival é outro destaque da programação. O evento contará com um Espaço Kids voltado a crianças e adolescentes, com atividades lúdicas e educativas. A expectativa é receber cerca de 10 mil estudantes da rede pública do Distrito Federal durante os três dias de programação.
Tonico ressalta que o festival foi pensado para atender diferentes faixas etárias, reunindo desde oficinas e atividades criativas para crianças até experiências de realidade virtual, games e intervenções artísticas interativas, como túneis de neon com tinta fluorescente.
A acessibilidade também aparece como prioridade da edição. O evento contará com intérpretes de Libras no palco principal e profissionais circulando pelas áreas abertas para auxiliar pessoas surdas durante exposições e experiências interativas. A estrutura prevê ainda uma sala dedicada ao acolhimento de pessoas neurodivergentes, além de diretrizes de acessibilidade aplicadas à comunicação digital do festival.

Criado em São Paulo em 2005, o Pixel Show já passou por cidades como Porto Alegre, Salvador e Recife. Brasília recebeu uma edição em 2024 e volta a sediar o festival em 2026, complanos de permanecer como sede criativa do evento. Segundo Tonico Novaes, o projeto já negocia novas expansões internacionais, com edições previstas para Argentina e Canadá no próximo ano.
Serviço
Pixel Show Brasília 2026
Onde: Arena BRB Mané Garrincha
Quando: Até 23 de maio
Programação gratuita, com opção de ingresso Black para experiências premium pelo link
Classificação livre
Evento com acessibilidade em Libras, acolhimento para pessoas neurodivergentes e comunicação digital acessível
