O BRB entra na reta final para apresentar os balanços pendentes de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, além de concluir o plano de capitalização de R$ 8,8 bilhões anunciado ao Banco Central. O prazo, definido pela própria direção da instituição, termina na próxima sexta-feira (29) e aumenta a pressão sobre o banco estatal diante da crise de confiança enfrentada nos últimos meses.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o problema de liquidez da instituição já teria sido resolvido e que o foco agora está na reorganização contábil e no reforço de capital do banco.
A estratégia de capitalização prevê a emissão de até 2,5 bilhões de novas ações, com potencial de captar R$ 8,8 bilhões. O modelo permite prioridade aos atuais acionistas, mas também abre espaço para novos investidores privados, o que pode reduzir a participação do Governo do Distrito Federal no controle da instituição.
Paralelamente, o banco tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), operação que ainda depende de aval do Tesouro Nacional. Segundo Celina Leão, a autorização do governo federal é considerada essencial para destravar a negociação.
O atraso na divulgação dos balanços já provocou sucessivos rebaixamentos na nota de crédito do BRB por agências internacionais de classificação de risco. Desde março, instituições como S&P, Moody’s e Fitch reduziram a avaliação do banco para níveis considerados de alto risco, aumentando a desconfiança do mercado financeiro.
A demora na apresentação dos resultados financeiros amplia a percepção de fragilidade e afeta diretamente a credibilidade da instituição. Além disso, o banco pode enfrentar novas sanções por parte do Banco Central, caso o prazo não seja cumprido.
