Olhos digitais: DF 360 completa três meses com mais de 2,4 mil câmeras integradas à segurança pública

  Da Redação do Portal de Notícias Lei e Política Editor Responsavel: Carlindo Medeiros Jornalista Brasília, 25 de maio de 2026 A Plataforma…

 


Da Redação do Portal de Notícias Lei e Política

Editor Responsavel: Carlindo Medeiros Jornalista

Brasília, 25 de maio de 2026

A Plataforma desenvolvida pela SSP-DF une monitoramento público e privado, utiliza inteligência artificial e projeta cercamento virtual com mais de 10 mil equipamentos na capital.

A plataforma DF 360 – Segurança Integral completou seus primeiros três meses de funcionamento consolidando uma mudança estrutural na forma como a segurança pública monitora o Distrito Federal. Lançado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o sistema alcançou a marca de 2.403 câmeras conectadas, criando uma rede que integra tecnologia de ponta, participação da iniciativa privada e atuação em tempo real das forças policiais.

Do total de equipamentos ativos, 1.402 pertencem à própria SSP-DF. O restante do parque tecnológico foi composto por meio de parcerias estratégicas com outros órgãos públicos e empresas privadas — que disponibilizam imagens de suas câmeras voltadas para vias públicas para fortalecer o raio de fiscalização.

O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, destaca que o atual cenário é apenas o primeiro passo de um plano muito mais ambicioso.

“Hoje, já temos mais de duas mil câmeras integradas, mas a previsão é ultrapassar 10 mil equipamentos. Estamos negociando a entrada de câmeras da Saúde, da Educação, dos terminais de transporte e de outras estruturas públicas. A ideia é construir um verdadeiro cercamento virtual em Brasília”, afirmouo secretário.

Resposta imediata e proativa

Diferente dos antigos modelos de monitoramento que operavam de forma puramente reativa — onde as imagens eram consultadas apenas após o crime acontecer —, o DF 360 funciona de maneira integrada ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e à Polícia Civil (PCDF).

Assim que um chamado é registrado via 190 ou 193, o software localiza instantaneamente quais câmeras estão mais próximas da ocorrência. Isso permite que os despachantes de viaturas acompanhem a situação em tempo real, repassando características de suspeitos e rotas de fuga para as equipes que estão na rua.

O posicionamento das novas câmeras e a expansão da rede não ocorrem ao acaso. Os pontos de instalação são definidos pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), que mapeia as chamadas “manchas criminais” da capital, cruzando dados estatísticos com a viabilidade técnica e a relevância estratégica indicada pelas próprias corporações policiais.

Tecnologia a serviço da prevenção

O sistema se destaca pela incorporação de módulos inteligentes focados em identificar ameaças antes mesmo do cidadão discar para a polícia:

  • Leitura de Placas (LPR/OCR): Mais de 100 câmeras utilizam tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres, rodando em sincronia com a plataforma nacional Cortex. Ao identificar um veículo com restrição de roubo, furto ou envolvido em crimes, o sistema gera um alerta automático para que um cerco policial seja montado.

  • Reconhecimento Facial: Cruzando dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), câmeras localizadas em pontos estratégicos conseguem identificar foragidos da Justiça e notificar a viatura mais próxima para a abordagem.

  • Próximos passos com I.A.: A SSP-DF projeta para os próximos meses o uso de algoritmos capazes de detectar comportamentos fora do padrão em espaços públicos, como brigas, perseguições e agressões, emitindo alertas visuais automáticos nas telas das centrais de comando.

LGPD e Segurança de Dados

Para garantir a privacidade dos cidadãos, o DF 360 opera sob regras rígidas de segurança de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O armazenamento das imagens gravadas por câmeras da SSP-DF é de até 30 dias. Para os equipamentos parceiros (públicos ou privados), o tempo de retenção é de até 72 horas. O governo do DF ressalta que os parceiros privados cedem o sinal de transmissão, mas não têm acesso às imagens das forças de segurança ou de outros integrantes da rede, garantindo o sigilo absoluto das operações.

Moradores e empresários do Distrito Federal que possuem câmeras comerciais ou residenciais apontadas para a rua e desejam cooperar com o programa podem solicitar a integração voluntária diretamente pelo portal oficial da plataforma DF 360.

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