Após 12 anos fechado, Centro Administrativo de Taguatinga começará a receber órgãos do GDF

Por Cintia Ferreira

Após mais de uma década sem uso, o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), em Taguatinga, deverá finalmente começar a receber órgãos do Governo do Distrito Federal. O anúncio foi feito pela governadora Celina Leão (PP), que confirmou o início da ocupação do complexo, concluído há 12 anos, mas que nunca chegou a funcionar plenamente.

A primeira estrutura do governo a ser transferida para o local será a Secretaria de Obras e Infraestrutura. A expectativa da administração distrital é ampliar gradualmente a utilização do espaço, concentrando repartições públicas que atualmente funcionam em imóveis alugados em diferentes regiões do DF.

Segundo o governo, a medida busca reduzir despesas com locações e centralizar parte da máquina administrativa em um único complexo. A proposta também prevê a transferência do gabinete da governadora para o Centrad, embora ainda não tenham sido divulgados prazos para a mudança nem estimativas dos custos necessários para adequação dos espaços.

Considerado um dos maiores empreendimentos públicos já construídos no Distrito Federal, o Centro Administrativo foi inaugurado em 2013, pelo governador Agnelo Queiroz (PT), mas permaneceu sem ocupação ao longo dos anos. O complexo enfrentou entraves administrativos, disputas judiciais e mudanças de planejamento que impediram sua utilização efetiva.

A retomada do projeto ocorre em meio às discussões sobre o patrimônio público do Distrito Federal e a reorganização das finanças do governo. O Centrad também integra a lista de imóveis vinculados às medidas adotadas para fortalecer a situação financeira do Banco de Brasília (BRB), tema que tem sido debatido pelo Executivo local nos últimos meses.

Apesar do anúncio da ocupação, ainda não foram detalhados os investimentos que serão necessários para adaptar os prédios, adquirir mobiliário e realizar manutenções após anos de desuso. A expectativa é que o governo apresente, nas próximas semanas, o cronograma das mudanças e a estrutura que será transferida para o local.

Com a decisão, o GDF tenta dar uma destinação definitiva a uma obra que, por mais de uma década, se tornou símbolo de um dos maiores impasses da administração pública distrital.

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