Acusado de balear sargento da Marinha grávida é preso; ela perdeu bebê

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta sexta-feira (29/8), Gabriel Silveira de Oliveira, suspeito de atirar contra a sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira Pessoas, 37 anos, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
De acordo com o delegado da 64ª DP (São João de Meriti), Túlio Pelosi, o homem foi identificado por meio de câmeras de segurança e reconhecido por familiares da vítima.
Durante a prisão, Gabriel resistiu e entrou em luta corporal com os agentes.
Relembre detalhes do caso:
- O crime ocorreu em 10 de agosto, quando Juliana foi baleada na barriga por dois homens em uma moto, enquanto estava dentro de um carro. Grávida de quatro meses, a sargento perdeu o bebê em decorrência dos ferimentos.
- Na ocasião, ela estava no banco do carona, enquanto o marido dirigia. No banco de trás, seguiam a sogra, a irmã e o cunhado. A família havia ido a São João de Meriti para um almoço em comemoração ao Dia dos Pais.
- Após a refeição, Juliana e o marido levavam a irmã e o cunhado até a Rua Tibet, em Vilar dos Teles. De lá, seguiriam para Jacarepaguá, na zona oeste, onde residem.
- Por volta das 15h, ao parar o carro para o desembarque dos parentes, a militar notou a aproximação de uma moto e alertou o marido. Enquanto os passageiros abriam a porta, o garupa atirou em direção à janela do motorista. Os criminosos fugiram sem levar nada.
- Juliana foi socorrida e levada ao Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, zona norte do Rio, onde passou por cirurgia. Ela recebeu alta no dia 23 de agosto.
Contra Gabriel havia mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, pelos crimes de tentativa de homicídio contra a militar e homicídio do bebê.
Ele também foi autuado em flagrante por resistência, ameaça, desobediência e lesão corporal.
O comparsa, que pilotava a moto, segue foragido. As investigações continuam para identificar e localizar o indivíduo.
Bebê não resistiu
O bebê da sargento morreu ainda no útero, no dia 12 de agosto.
Juliana estava grávida de 20 semanas e já havia escolhido o nome Pedro para o filho.
Os disparos atingiram a região pélvica e uma das pernas da militar.