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Uma vitória construída com paciência, leitura de prova e execução precisa nos momentos decisivos marcou a abertura da temporada da Endurance Brasil no Autódromo de Brasília. O trio formado por Lucas Foresti, Victor Foresti e Gabriel Koenigkan cruzou a linha de chegada na primeira colocação após 99 voltas, garantindo um resultado especial para uma equipe formada majoritariamente por nomes do Distrito Federal.
A corrida teve duração de três horas e 20 minutos e apresentou um cenário dinâmico ao longo do tempo. O domínio inicial ficou com o protótipo da AJR, conduzido por David Muffato e Pedro Queirolo, dupla responsável pela pole position e por controlar o ritmo nas primeiras fases. Com consistência e boa gestão de pneus, a equipe abriu vantagem confortável ainda antes da metade da prova.
O enredo do início da temporada da Endurance Brasil começou a mudar na parte final, quando a estratégia passou a definir o resultado. A regra de limite de 50 minutos por stint obrigou a equipe líder a realizar uma parada extra nos boxes, fator que eliminou a vantagem construída ao longo da disputa e alterou completamente a configuração da corrida, abrindo caminho para a reação dos adversários diretos.
Estratégia define vitória
Com execução precisa nas paradas e ritmo consistente na pista, o time brasiliense assumiu a liderança após o último ciclo de pit stops. A partir desse momento, o trio manteve controle total da corrida, administrou a vantagem construída e sustentou a posição até a bandeirada final, garantindo o triunfo na Endurance Brasil diante do público local e consolidando uma atuação coletiva eficiente.
A comemoração teve forte carga emocional dentro da equipe. “É um trabalho de toda a equipe. Meu cunhado, Constantino Júnior, está em um lugar especial agora. E essa vitória é de todos nós, de coração, para ele”, afirmou Victor Foresti, em referência ao familiar falecido no início do ano, em um dos momentos mais marcantes da celebração.
O pódio ainda contou com outro protótipo Ligier na segunda colocação, enquanto Muffato e Queirolo conseguiram se recuperar após o revés estratégico e fecharam a prova em terceiro lugar. O resultado premiou a consistência dos líderes e mostrou como detalhes nos boxes podem alterar completamente o rumo de uma corrida longa.
Disputa nas categorias
A classe GT4 protagonizou um dos momentos mais movimentados da prova, com disputas intensas entre modelos de diferentes fabricantes. O destaque ficou com o McLaren Artura, conduzido por André Negrão, Enzo Visconde e Kim Camelo, trio que largou bem, perdeu posições no início e conseguiu recuperar terreno com ultrapassagens precisas e estratégia eficiente.
O resultado surpreendeu pelo pouco tempo de adaptação ao carro, utilizado pela equipe apenas dias antes da etapa. “Não tenho nem palavras para descrever. Estamos conhecendo o carro e começar assim… sem palavras”, afirmou Kim Camelo, destacando a rápida evolução do conjunto ao longo do fim de semana de competição.
Na GT3, a Stuttgart Motorsport iniciou a temporada com vitória após abandono dos líderes nos minutos finais. O trio formado por Marcel Visconde, Marçal Müller e Ricardo Maurício aproveitou o problema do adversário direto e garantiu o topo da categoria, repetindo o desempenho consistente apresentado ao longo da última temporada.
Com disputas equilibradas, mudanças de liderança e decisão baseada em estratégia, a etapa em Brasília abriu o Endurance Brasil com protagonismo local e alto nível técnico, projetando uma temporada competitiva nas próximas etapas do calendário nacional do endurance.
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