Com homenagem à atriz Léa Garcia, Mocidade Alegre conquista 13º título do Carnaval de SP

André Fleury Moraes
Folhapress

A Mocidade Alegre é a grande campeã do Carnaval de 2026 em São Paulo. A conquista foi sua 13ª na história da liga desde 1965. As demais foram em 1971, 1972, 1973, 1980, 2004, 2007, 2009, 2012, 2013, 2014, 2023 e 2024.

Com mais este título, a Mocidade se aproxima da Vai-Vai, a recordista do Carnaval de São Paulo com 15 taças.

Terceira escola a desfilar na segunda noite do Carnaval no Sambódromo do Anhembi, a agremiação liderou quase toda a pontuação na apuração desta terça-feira (17) e somou 269,8 pontos, deixando para trás a Gaviões da Fiel, com 269,7, e Dragões da Real, com 269,6.

A comemoração foi imediata na quadra da escola no bairro do Limão, na zona norte da cidade.

Mestre da bateria da agremiação desde 1994, Sombra disse que a escola precisou se superar neste ano, após perder o título no ano passado por problemas em alegorias. Ele falou que neste ano o terceiro carro-alegórico passou pela avenida “empurrado”.

Caíram para o Grupo de Acesso 1 as escolas Rosas de Ouro, campeã em 2025, e Águia de Ouro. Nos seus lugares, disputarão o Grupo Especial em 2027 Acadêmicos do Tucuruvi e Pérola Negra, que subiram para a divisão especial da festa em apuração realizada na manhã desta terça.

Em uma rapsódia carnavalesca, a Mocidade Alegre veio a seguir e exaltou a trajetória de Léa Garcia, uma das maiores atrizes brasileiras, morta em 2023, aos 90 anos em Gramado, onde receberia uma homenagem. O enredo foi “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”.

Vestida com as cores do arco-íris, a médica e ex-BBB Thelma Garcia interpretou a pioneira negra do teatro e do cinema no abre-alas. Outro ex-Big Brother, o também médico Fred Nicácio, fez uma conexão entre Abdias do Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro, e Exu.

Entre outros, o desfile narrou o sucesso da atriz no filme “Orfeu Negro”, com a indicação como melhor intérprete no Festival de Cannes em 1957, e a participação em diversas novelas, entre elas “Escrava Isaura”, onde interpretou a antagonista Rosa.

Na alegoria final, a atriz Adriana Lessa encarnou Léa Garcia na premiação do Festival de Cinema de Gramado, onde ela morreu antes de receber a homenagem.

A evolução foi um dos destaques do desfile, mas a Mocidade precisou apertar o passo no final. A escola encerrou sua apresentação já nos segundos extras para não ter punição por estouro de tempo.

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