O ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, passou a ser réu em uma ação penal após a Justiça do Distrito Federal aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público nesta sexta-feira (13).
Com a decisão, o processo entra na fase de apresentação da defesa e produção de provas, até que ocorra o julgamento e seja definida a sentença. Pedro Turra está preso preventivamente desde o dia 2 de fevereiro, no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo da Papuda. Na quinta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa.
O caso ocorreu em 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Segundo as investigações, Pedro Turra agrediu Rodrigo Castanheira, de 16 anos, durante uma briga. O adolescente ficou internado por 16 dias em estado gravíssimo e não resistiu.
Inicialmente, o caso era tratado como lesão corporal gravíssima, mas após a morte de Rodrigo, o Ministério Público reclassificou o crime para homicídio. A denúncia aponta homicídio doloso qualificado por motivo fútil, indicando que a agressão teria ocorrido após um desentendimento envolvendo um cuspe e que houve premeditação.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que o acusado pague R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.
A defesa de Pedro Turra informou que não vai se manifestar sobre a denúncia. Já os advogados de Rodrigo afirmam que o soco foi a causa da morte do adolescente.
“Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal”, declarou a defesa.
A Polícia Civil informou que solicitou à defesa de Rodrigo um pedido formal para que o médico do Instituto Médico Legal (IML) analise se as lesões são compatíveis com o que foi apresentado no laudo médico.
