Festa no mercado: Ibovespa bate recorde histórico pelo 2º dia seguido

Festa no mercado: Ibovespa bate recorde histórico pelo 2º dia seguido

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a bater seu recorde histórico de pontuação intradiário (durante o pregão), nesta sexta-feira (29/8), no último pregão da semana e do mês de agosto.

Subindo forte desde o início da sessão, o Ibovespa engatou a trajetória de alta no início da tarde e passou a renovar, sucessivamente, sua máxima histórica.

Por volta das 12h25 (pelo horário de Brasília), o indicador bateu 142.378,69 pontos, a maior pontuação já registrada durante um pregão.

Na véspera, o Ibovespa já havia cravado aquela que, até então, era sua maior máxima histórica (142.138,27 pontos).

Os investidores reagiram positivamente aos dados da chamada “inflação do consumo” nos Estados Unidos em julho, que veio em linha com o esperado pelo mercado, mantendo estabilidade em relação ao mês anterior.

Com isso, as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) dará mesmo início ao ciclo de corte da taxa de juros já a partir da próxima reunião de seu Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), em setembro, estão mais firmes do que nunca.

Com a inflação controlada, a tendência é a de que a autoridade monetária corte os juros em 0,25 ponto percentual.


Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 12h41, o Ibovespa avançava 0,73%, aos 142 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,32%, aos 141 mil pontos – a segunda maior pontuação de fechamento já registrada.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 6% no mês e de 17,26% no ano.

Dólar

  • Às 12h39, o dólar subia 0,46%, a R$ 5,432.
  • Mais cedo, às 10h56, a moeda norte-americana avançava 0,15% e era negociada a R$ 5,416.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,442. A mínima é de R$ 5,413.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,432.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,47% em agosto e de 12,52% em 2025 frente ao real.

Entrega do Orçamento ao Congresso

Nesta sexta-feira, o principal destaque da agenda doméstica é o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, pelo governo federal, ao Congresso Nacional.

A expectativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo a de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) – ou saldo positivo de R$ 34,3 bilhões, após dois anos seguidos de meta zerada, com receitas equiparadas às despesas.

O limite total de despesas é da ordem de R$ 2,43 trilhões, sendo R$ 2,33 trilhões referentes apenas ao Poder Executivo. O governo ainda estimou uma arrecadação extra de R$ 118 bilhões em 2026 a partir de esforços da fiscalização tributária.

A Lei Orçamentária Anual (LOA), conhecida como o Orçamento da União, é elaborada com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), documento que estabelece as bases que irão nortear o orçamento do ano seguinte.

Além de estimar as receitas e fixar as despesas públicas, a LOA contém todos os gastos do governo federal. O projeto tem de ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto de cada ano.

Ela pode ser modificada por meio de créditos adicionais para atender despesa não autorizada ou insuficientemente prevista. Uma vez aprovados, incorporam-se ao Orçamento do exercício.

Após ser entregue ao Congresso, a proposta tem de ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Em seguida, será votada em plenário, até o fim do ano legislativo.

Brasil reage aos EUA após tarifaço

Ainda no Brasil, os investidores repercutem a decisão do governo Lula de autorizar o início de consultas para aplicar ações contra o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump com base na Lei da Reciprocidade.

Com isso, o Itamaraty acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que será responsável por investigar se a tarifa dos EUA de 50% contra o Brasil se enquadra ou não em casos em que a Lei da Reciprocidade pode ser aplicada. O processo, porém, pode ser demorado. Isso porque, a partir do pedido do Itamaraty e de outros ministérios, a Camex tem até 30 dias para dar um parecer final.

Sancionada por Lula em abril deste ano, a Lei da Reciprocidade prevê que o Brasil adote ações contra decisões unilaterais de outros países, que prejudiquem a competitividade brasileira. Entre elas, estão a imposição de tarifas, taxas extras ou restrições sobre importações, suspensão de concessões comerciais e a não obrigatoriedade relativa a direitos de propriedade intelectual. Tais respostas, contudo, devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelas decisões unilaterais, diz a norma.

No início de julho, o governo Trump aplicou uma tarifa de 50% sobre grande parte das exportações do Brasil para os EUA.

Inflação do consumo nos EUA

No cenário externo, o maior foco de atenção dos investidores nesta sexta-feira é a divulgação dos dados do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês), a chamada “inflação do consumo” nos EUA, referente ao mês de julho.

O indicador é observado com lupa pelos diretores do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e serve como parâmetro para a autoridade monetária definir a taxa de juros. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Em julho, o indicador ficou em 0,2% (mensal) e 2,6% (anual), indicando estabilidade em relação ao mês anterior e em linha com as estimativas do mercado.

Em sua última reunião, no fim de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed manteve a taxa de juros no intervalo entre 4,25% e 4,5%. A maioria dos analistas espera que, no próximo encontro da autoridade monetária, em setembro, os juros comecem a cair e sejam reduzidos em 0,25 ponto percentual.

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