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Foi com o meio pé direito que o Capital e o futebol do Distrito Federal começou sua campanha na Copa do Brasil de 2026. Na tarde desta quarta-feira (25/2), o tricolor venceu a Juazeirense nos pênaltis por 3 a 1, após empatar por 1 a 1 no tempo normal, no Estádio Adauto de Moraes, em Juazeiro da Bahia, pela segunda fase da competição.
O Capital realizou um bom jogo e mereceu a classificação, isso à parte de jogar desde os 30 minutos do primeiro tempo com um jogador a mais. Consciente na marcação e evoluindo junto ao terreno aos poucos, o tricolor soube pôr a paciência no lugar e a bola no chão para encontrar melhores condições ao longo do primeiro tempo. Porém, contrário do esperado, o gol suficiente que seria da classificação custou muito no segundo tempo, sendo insuficiente para evitar o risco dos pênaltis pela desconcentração no final, com o gol de empate sofrido.
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E a coisa foi melhorando…
Ainda em estudo, o Capital aguardou para conferir o que seu rival teria a oferecer. Em boa posição, aos três minutos, já veio a primeira chance do time baiano, com Anderson Pato cruzando rasteiro para a área e Adriano Pardal chutando por cima. As tentativas do Cancão eram em velocidade, muito provavelmente se aproveitando do conhecimento de terreno, que se mostrava clara dificuldade para o Coruja.
Aos 11, Anderson Pato foi novamente lançado pro cara a cara e tropeçou no gramado, desperdiçando o primeiro gol do jogo. A resposta tricolor no primeiro arremate no minuto seguinte, quando Alison Mira chutou por cima. Passado o primeiro abafa local, ambos times voltaram a estudar o meio campo, sem obter o melhor sucesso com a bola nos pés. A arma do time candango era a chegada em bando, com contra-ataques volumosos, que aos poucos se adaptavam ao ritmo do jogo e ao gramado.
Aos 25, Lima partiu em lance individual com velocidade e bateu rasteiro, mas fraco, para a primeira intervenção do goleiro Pedro Campanelli. O Capital se mostrava gradativamente superior no confronto, notada a superioridade técnica. Com meia hora, aproveitando uma saída em velocidade, Alison Mira partia para ficar apenas contra o goleiro, mas sofreu falta por trás cometida por Elivélton, corretamente expulso pelo árbitro Fabiano Monteiro dos Santos.
O tricolor impôs, de forma lógica, a pressão no território rival. O clube da casa, porém, teve o alívio da parada de hidratação logo após o vermelho para se reorganizar e oferecer resistência. Aos 40, o Capital encontrou a chance mais clara até então, com Alison Mira tocando de cabeça após cruzamento de Renan Luís e parando em Pedro Campanelli. Como saldo da primeira etapa, se viu um time sóbrio e consciente de sua responsabilidade dentro de um difícil jogo de copa, em um terreno desconhecido.
Quis se complicar…
Contra qualquer prognóstico, não foi o Capital que voltou ambicioso do intervalo. A Juazeirense buscou o ataque mesmo com um a menos, procurando repetir a pressão dos 15 minutos iniciais da primeira etapa. Entretanto, a desvantagem numérica atrapalhava a eficácia do assédio ao território tricolor. Aos 13, Alison Mira foi novamente lançado, tentou driblar o goleiro, mas não conseguiu concluir uma assistência a Elton, atrapalhado pela marcação.
Entretanto, gerava curiosidade o não aparentar da vantagem numérica do time candango. Não pressionava como deveria, como vinha fazendo nos minutos finais da etapa inicial. Esta lógica veio a se aplicar após os 15 minutos, quando o abafa novamente se fez notar, ainda com dificuldade no acerto final das jogadas visitantes. Além do mais, outro fator de estranheza era a pouca pressa do Coruja com o avançar do relógio, dando mais brecha para o claro desejo do Cancão de levar a disputa da vaga aos pênaltis.
Mesmo tentadas alternativas no meio campo, o time de Brasília não conseguia nada diferente de rodar a bola na frente da área. Ainda conseguia neutralizar, por sorte, os sustos sofridos nos raros contra-ataques. A única boa jogada, que pisou a área, veio a originar no gol aos 36, quando Éder lançou Lima pela direita: em cruzamento à meia altura, indo para a marca penal, Jeremias falhou no domínio de costas e, sem querer, ajeitou para Alison Mira, claro merecedor do gol, como melhor homem em campo, arrematar para as redes.
Obrigado pelo desespero, o Cancão veio ao ataque de forma desordenada e, pasmem, o fraco segundo tempo do Capital foi resultante do empate. Livre após cruzamentos de lado a lado, de cara para a meta e no minuto final (52), Eduardo Rosado deu esperança a sua torcida no Adautão.
Nos pênaltis, Matheusinho e Rodriguinho fizeram para o Capital; Bravo converteram para a Juazeirense. Já no primeiro penal, Caculé finalizou na trave direita de Luan. Na terceira cobrança, Éder encheu o pé contra o travessão, desperdiçando a cobrança do Coruja. Por sorte, na chance do empate, Romarinho parou no goleiro tricolor, chutando do lado direito. Na cobrança seguinte, João bateu à meia altura, também do mesmo lado, favorecendo Pedro Campanelli. Bino, em seguida, trocou de lado mas de novo parou em Luan. Coube a Jeremias confirmar a classificação.
É bem verdade que um jogo de copa se ganha como seja. Mais se deve ganhar do que jogar. Porém, o Capital deveria ter apresentado algo mais, ficando como lição ao menos para o futuro próximo, também alentado pelo Pix de R$ 950 mil embolsados pela classificação à terceira fase desta Copa do Brasil.
O que vem por aí
Agora, o Coruja vira a chave para o Candangão, quando, no sábado (28/2), às 16h, recebe o Gama, no JK, na espera de confirmar sua presença nas semifinais do distrital. Pelo Campeonato Baiano, a Juazeirense também joga no mesmo dia, mas diante do Bahia, em Salvador, pela semifinal única da competição, às 17h. Na terceira fase da Copa do Brasil, o Capital enfrenta o vencedor de Betim ou Operário-PR (que se enfrentam na próxima quarta-feira, 4/3, em Minas Gerais) no dia 11 ou 12 de março.
Juazeirense 1
Pedro Campanelli; Vitinho, Zé Romário (Romarinho), Eduardo Rosado ⚽ e Daniel 🟨; Elivélton 🟥, Breno (Bino) e Luan (Caculé); Marlon (Waguinho), Anderson Pato e Adriano Pardal (Bravo); Técnico: Carlos Rebelo
Capital 1
Luan; Genilson (Lucas Oliveira), Richardson, Éder e Renan Luís; Lima, Rodriguinho e Matheusinho; Deysinho (Jeremias), Elton (João) e Alison Mira ⚽ (Jerry); Técnico: Fábio Brostel
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