O caso da morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, continua em andamento e pode ter uma mudança importante. Após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil do DF, o material foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que agora analisa se apresenta denúncia e qual será o enquadramento do crime.
No início, o caso foi tratado como lesão corporal gravíssima. Porém, o Ministério Público já fez uma manifestação indicando que pode haver mudança na tipificação para homicídio. A denúncia formal ainda não foi apresentada porque a Polícia Civil pediu mais prazo para juntar novas provas ao processo. O MP aguarda esse envio para definir qual será o tipo de crime denunciado.
A defesa da família da vítima divulgou uma nova nota após ter acesso ao prontuário médico. Rodrigo Castanheira foi enterrado no último domingo (08). Segundo a defesa, dados preliminares indicam que não há relação entre a causa da morte e a batida da cabeça em um carro estacionado.
Um vídeo mostra o momento das agressões. Nele, Rodrigo tenta fugir, abaixa a cabeça e bate no lado direito da cabeça na porta de um veículo parado na lateral da via. O impacto faz um barulho forte. De acordo com a defesa, os procedimentos cirúrgicos foram realizados no lado esquerdo da cabeça, o que indicaria ausência de ligação entre a batida no carro e a morte.
Ainda segundo o posicionamento, o soco desferido pelo agressor, Pedro Turra, que segue preso no Complexo da Papuda, foi de alta intensidade e pode ter sido a causa da morte.
O Ministério Público deve se manifestar nos próximos dias, após receber as novas provas solicitadas. O caso segue sob investigação.
