PCC na Faria Lima: investigada, Reag está na B3 e gere R$ 300 bilhões

PCC na Faria Lima: investigada, Reag está na B3 e gere R$ 300 bilhões

A Reag Investimentos é um dos 350 alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28/8) contra um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que envolve integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e fintechs e fundos de investimentos da Faria Lima, centro financeiro do país.

A presença da Reag na lista chama a atenção, uma vez que se trata de uma empresa listada na Bolsa brasileira (B3) e é uma das maiores gestoras independentes do país, ou seja, sem ligação com bancos. Em seu site, a Reag, que foi fundada em 2012, informa que tem R$ 299 bilhões sob gestão. Ela está ligada à Reag Capital Holding S/A e também controla a Ciabrasf, além de seguradoras e financeiras.

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A gestora também é conhecida por patrocinar o Belas Artes, um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo. Desde janeiro de 2024, o espaço passou a ser chamado de REAG Belas Artes. A gestora estreou na B3 em janeiro de 2025, ao adquirir a GetNinjas, uma empresa que já estava na Bolsa, listada no segmento do Novo Mercado, que exige práticas de governança corporativa mais rigorosas.

11 imagensOperação Carbono OcultoMegaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCCMegaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCCCerca de 1 mil postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024A megaoperação descobriu que pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas para ocultação de patrimônioFechar modal.1 de 11

Operação Carbono Oculto

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Operação Carbono Oculto

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Megaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCC

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Megaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCC

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Cerca de 1 mil postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024

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A megaoperação descobriu que pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas para ocultação de patrimônio

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São cumpridos cerca de 350 mandados de busca e apreensão a pessoas físicas e jurídicas em oito estados pelo país

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Operações financeiras por meio de fintechs dificultavam o rastreamento dos valores que eram transacionados

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Foram sonegados mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, segundo a megaoperação

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Proprietários dos postos de combustíveis venderam seus estabelecimentos ao grupo criminoso e eram ameaçados de morte caso fizessem alguma cobrança

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Há indícios de que lojas de conveniência e padarias também parcipavam do esquema

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Nesta quinta-feira, a Reag divulgou o seguinte fato relevante ao mercado após ser alvo da operação, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Receita Federal:

“A Reag Investimentos S.A. (“Reag Investimentos”) e a Ciabrasf – CIA. BRASILEIRA DE SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. (“CIABRASF”, em conjunto com a Reag Investimentos, as “Companhias”), em cumprimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, e na Resolução CVM nº 44/2021, informam aos seus acionistas e ao mercado em geral que, na data de hoje, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em suas respectivas sedes no âmbito da Operação Carbono Oculto.

“Trata-se de procedimento investigativo em curso. As Companhias esclarecem que estão colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, e permanecerão à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

“As Companhias manterão seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos objeto deste Fato Relevante.”

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