Reconduzido por Lula, relembre trajetória de Gonet na PGR

Reconduzido por Lula, relembre trajetória de Gonet na PGR

Escolhido por Lula para prosseguir na Procuradoria-Geral da República (PGR) por mais dois anos, Paulo Gonet ficou responsável por processos considerados dos mais importantes da história, como a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em fevereiro deste ano.

Gonet está à frente da PGR desde dezembro de 2023. Ele teve a recondução adiantada, em razão da revogação do visto americano, por imposição do governo dos Estados Unidos. A medida foi adotada como uma resposta do petista, conforme mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha.

“Agradeço ao presidente da República a indicação que acaba de assinar. Animado e confortado por essa demonstração de renovada confiança, renovo também o meu propósito de empenho e dedicação à causa da Justiça, ao Ministério Público e ao país”, disse Gonet ao comemorar pela recondução.

O atual procurador, além de conduzir a investigação que culminou na denúncia e, posteriormente, na condição de réu do ex-presidente por tentativa de golpe, manteve, logo nos primeiros meses de gestão, atenção às investigações dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

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O PGR, Paulo Gonet

Andressa Anholete/SCO/STF

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O PGR Paulo Gonet

STF/Divulgação

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Paulo Gonet, procurador-geral da República

Antonio Augusto/STF

4 de 6Igo Estrela/Metrópoles
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Paulo Gonet

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto

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Gonet foi o escolhido de Lula para a PGR

TSE

O chefe da PGR apresentou denúncia, dando prosseguimento ao que o ex-procurador Augusto Aras havia iniciado, com a abertura de inquéritos e a responsabilização de financiadores e executores.

No decorrer das apurações, investigadores puderam assinar acordos formulados por Gonet. Nem todos aceitaram. Hoje, mais de dois anos e meio após o 8/1, mais de 700 pessoas foram condenadas. Mais recentemente, o primeiro financiador dos atos recebeu pena de 17 anos.

Gonet é quem estará, a partir de 2 de setembro, em uma das cadeiras da mesa da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), onde defenderá a condenação de outros réus, suspeitos de tentar um golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Há, ainda, outros aliados que deverão ser julgados até o fim deste ano.

Dois anos

Apesar de ser nomeado por Lula, Gonet já mostrou equilíbrio à frente da PGR, com movimentações que atingiram tanto aliados de Bolsonaro, quanto figuras ligadas à base do atual governo. Um dos episódios foi a denúncia do PGR contra o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A denúncia foi recebida como sinal de independência em relação ao governo, já que resultou na demissão do ministro por Lula, e é um dos recados de Gonet, desde que assumiu: corrupção e má gestão dos recursos seriam prioridade para serem combatidas.

Gonet, segundo fontes da Polícia Federal (PF) ouvidas pela reportagem, deu respaldo às investigações que se transformaram em relatórios robustos para embasar o indiciamento e, posteriormente, a denúncia por parte do procurador.

Nova sabatina no Congresso

Com a assinatura da recondução, o PGR precisará passar por nova sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado. Para ser reconduzido ao cargo, ele precisará do apoio de 41 dos 81 senadores – maioria simples.

Em 2023, quando foi indicado por Lula para assumir o posto, o nome de Gonet acabou chancelado por 65 parlamentares, contra 11 que foram contrários.

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