Sebrae insere artesãos e manualistas do DF em nova edição do Salão do Artesanato | ASN Distrito Federal

Foi oficialmente aberta na tarde desta quarta-feira, 1º de abril, a 21ª edição do Salão do Artesanato. O evento acontece no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, até o próximo domingo, dia 5, como uma das principais atividades dedicada à economia criativa, reunindo trabalhos de artesãos e manualistas de 21 estados e do Distrito Federal, além de instituições como o Sebrae no DF.

O Salão do Artesanato já está consolidado como um evento tradicional no calendário nacional e distrital, funcionando como uma vitrine não apenas para os talentos locais, mas também para os representantes de outros estados. Ao participarem do evento, os profissionais podem expandir suas redes de contatos, interagindo com outros artesãos, especialistas do setor e um público diversificado de várias regiões do país. Dessa forma, além das vendas imediatas, os participantes têm a oportunidade de consolidar suas marcas e pavimentar um caminho para futuras oportunidades de negócios e parcerias.

Parceiro histórico da realização do evento, o Sebrae no Distrito Federal reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da economia criativa local e a valorização do trabalho feito à mão na capital federal. Nesta edição, a instituição apoia a participação de 12 artesãos e quatro manualistas locais, todos inscritos para participar dos prêmios Brasília de Artesanato e Brasília Manualistas, iniciativas promovidas em parceria com órgãos do governo distrital e que buscam difundir a produção autoral do território brasiliense, incentivar a inovação técnica e reafirmar o valor cultural dessas peças dentro da economia criativa local. Os profissionais foram selecionados de acordo com critérios técnicos definidos no edital e representam diversidade estética, técnica e cultural da produção artesanal e manual do Distrito Federal.

“Nosso objetivo vai além da estética; buscamos consolidar um negócio artesanal que seja lucrativo e sustentável. Por isso, a curadoria avaliou critérios objetivos como acabamento, iconografia e qualidade das embalagens, estimulando o artesão profissionalizar a gestão e potencializar sua ideia de negócio”, explicou o analista da Gerência de Negócios em Rede e gestor do projeto Brasília Feito à Mão do Sebrae no DF, Felipe Fernandes.

Felipe ressaltou, ainda, a identidade singular da produção da capital, que se diferencia pelo diálogo com a modernidade. “Enquanto outros estados possuem uma perspectiva mais tradicional, o artesanato de Brasília, pelo seu próprio DNA, traz um olhar contemporâneo focado no design, sem nunca perder a sua riqueza iconográfica. Isso permite que nossos produtos concorram de igual para igual em qualquer mercado”, observou o gestor.

Em visita ao evento, a diretora superintendente do Sebrae no DF, Rose Rainha, conferiu de perto a produção dos profissionais apoiados e ressaltou a riqueza cultural e a singularidade do artesanato local. “É muito bom estar aqui por mais um ano, escrevendo mais um capítulo na parceria com a organização deste grande evento e constatar que os nossos artesãos e manualistas do DF continuam com uma produção de alto nível, competindo de igual para igual com representantes de outros estados. Temos um artesanato de excelente qualidade, pronto para a exportação e com a identidade própria do Distrito Federal”, afirmou.

Rose também ouviu depoimentos que, segundo ela, reforçam o impacto positivo do Sebrae no DF para o desenvolvimento do setor e do talento humano. “Uma artesã me contou que, antes do apoio, seu produto já tinha qualidade. Contudo, com a nossa consultoria, ela aprendeu a dar um acabamento superior e a oferecer garantia formal aos clientes. Isso mostra que o Sebrae proporciona um crescimento real, que vai além das oportunidades de negócios”, acrescentou a dirigente.

A organizadora do Salão do Artesanato, Leda Alves, falou sobre a importância de ter o Sebrae no DF como parceiro da iniciativa desde a primeira edição. “O Sebrae está conosco desde a primeira edição. É um parceiro essencial que não apenas viabiliza a realização do evento, mas proporciona aos artesãos do DF momentos de exposição, comercialização e valorização de seus produtos”, pontuou a organizadora.

Leda também destacou que a parceria tem gerado resultados expressivos na agenda de responsabilidade ambiental. “Este ano estamos ampliando nossas ações de sustentabilidade graças ao apoio do Sebrae. Alcançamos a marca de Lixo Zero, o que para nós é uma vitória imensa e um pilar relevante para o futuro do Salão. É uma parceria que esperamos manter em todas as próximas edições”, complementou a organizadora.

Uma das artesãs a ocupar o espaço montado pelo Sebrae no DF é Cleziania Ribeiro. Com uma trajetória de 35 anos dedicados à arte, ela encontrou em Brasília o cenário ideal para transformar a habilidade do trabalho artesanal em um negócio sólido.

Cleziania já participou de 15 edições do Salão do Artesanato, sendo que em quase metade dessa jornada contou com o apoio estratégico do Sebrae no DF. A parceria com a instituição permitiu a profissionalização do seu ateliê, o Arte Única. Por meio de cursos e consultorias, ela refinou o acabamento de suas peças e aprendeu a oferecer um produto de alto padrão. O reconhecimento desse esforço é notável, já que ela foi premiada quatro vezes no Prêmio Brasília de Artesanato, uma vitrine que, segundo ela, abre portas para a valorização real do trabalho artesanal. “O Sebrae foi um divisor de águas na minha jornada. Com o seu apoio, ganhei a oportunidade de me profissionalizar e oferecer um produto de primeira linha”, afirmou.

Para a 21ª edição do evento, a artesã trouxe uma coleção que reflete maturidade e conexão com as raízes brasileiras. Deixando de lado as cores vibrantes de outrora, Cleziania aposta agora em tons terrosos e amadeirados, explorando temas do cotidiano, a cultura do campo e a história de Brasília. “Hoje, minhas peças em barro não são apenas esculturas. São itens que carregam a história do cotidiano das pessoas, da cultura do campo e da alma do nosso Cerrado. É isso que quero colocar em destaque em mais essa edição do Salão do Artesanato”, assegurou.

Ludmilla Magalhães é outra artesã a marcar presença na realização do evento com o apoio do Sebrae no DF. Ela é psicóloga de formação e por mais de 20 anos atuou na área de Recursos Humanos até encontrar no origami, em 2008, uma espécie de terapia que, aos poucos, ganhou contornos de profissão. No entanto, o que começou como um hobby e complemento de renda floresceu em uma identidade artística sólida, culminando na fundação da LuTsuru Origami e na sua formalização como Microempreendedora Individual (MEI), em 2019.

Vencedora do Prêmio Brasília de Artesanato em 2024, Ludmilla credita ao Sebrae no DF o suporte fundamental para essa transição. “Estar aqui com o apoio do Sebrae no DF é uma vitória. Sempre digo que o Sebrae é como uma mãe. É quem orienta e nos dá a mão e as condições para crescer”, pontuou ela.

Para esta 21ª edição do Salão do Artesanato, Ludmilla preparou uma coleção que celebra a cura e o bem-estar através das dobras. O grande destaque é o Kusudama — que em japonês significa “bola de remédio” —, um origami modular composto por 30 peças minuciosamente encaixadas.

Segundo a artesã, a peça carrega a intenção de transmitir saúde e equilíbrio aos ambientes, honrando a tradição de preencher essas esferas com ervas medicinais. Além dos Kusudamas, ela trouxe os tradicionais fios de Tsurus (pássaros sagrados), símbolos de paz e longevidade, ideais para decoração e presentes com significado. “Minha expectativa é de excelentes vendas e, principalmente, de fortalecer essa rede de contatos que só um evento desse porte proporciona”, comentou a artesã.

O público que for ao Salão do Artesanato também poderá conferir trabalhos de manualistas como o de Mayta Rodrigues, idealizador da Irmandiva. Ela utiliza elementos da natureza como cascas de aroeira e de acácia para imprimir uma arte única em tecidos e papéis por meio processos naturais. Devido às variações de temperatura e reagentes, cada criação é rigorosamente única, garantindo exclusividade em suas peças. “Trabalhar com a natureza é aceitar que nada sai igual. Cada peça minha é um experimento único”, garante ela.

Para esta 21ª edição do salão, que marca sua primeira participação com o apoio direto do Sebrae no DF, Mayta preparou um portfólio amplo com cadernos, quadros e peças de vestuário que aliam conforto e estilo. “Estar nesta edição com o apoio do Sebrae no DF me traz uma segurança imensa, pois o respaldo da instituição nos permite focar exclusivamente na nossa arte, sem as preocupações de montagem e custos que teríamos sozinhos. Minha meta é sempre superar os resultados das edições passadas e, com as novidades que trouxe para o vestuário e a papelaria, espero que o público se encante com essa exclusividade. Como eu sempre digo: com o apoio do Sebrae a gente trabalha tranquilo e com a certeza de que a nossa identidade está sendo valorizada”, finalizou Mayta.

Sobre os prêmios

Durante todo o evento, o Sebrae no Distrito Federal irá divulgar e incentivar a inscrição no Prêmio Brasília de Artesanato e Prêmio Brasília Manualistas. Ambas as iniciativas são direcionadas a profissionais com atuação no Distrito Federal e estão ancoradas no propósito de difundir o trabalho produzido por profissionais no território brasiliense, incentivar a inovação nas técnicas aplicadas e reafirmar o valor das peças de artesanato como um produto cultural essencial dentro da economia criativa. Os interessados têm até o dia 5 de junho para se candidatar.

O Prêmio Brasília de Artesanato chega à sua sexta edição em 2026 e receberá inscrições em quatro categorias distintas. Os trabalhos dos 70 artesãos mais bem avaliados pelo júri do prêmio irão compor um catalogo digital produzido pela organização, uma vitrine para trajetórias, técnicas e inspirações que visa promover o artesanato regional e impulsionar a comercialização. Além disso, os três melhores classificados em cada categoria serão premiados com troféus, certificados e um total de R$ 80 mil em dinheiro, a ser distribuído entre as quatro categorias.

Para se inscrever no Prêmio Brasília de Artesanato, os artesãos devem acessar o site oficial da premiação.

Já o Prêmio Brasília Manualistas está em sua quinta edição e tem foco nos criadores locais que aplicam habilidades manuais em peças autorais, buscando traduzir identidade e cuidado em suas obras.

A premiação inclui pagamento em dinheiro, com valores variando entre R$4 mil e R$10 mil, além da entrega de certificados e troféus aos reconhecidos. Além disso, os trabalhos dos 40 manualistas mais bem avaliados também irão compor o catalogo digital produzido pela organização do prêmio.

As inscrições para o prêmio devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial: www.premiobrasiliamanualistas.com.br.

Créditos das Notícias Sebrae DF

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