Secretaria de Saúde do DF confirmou o primeiro caso de Mpox deste ano no Distrito Federal

A Mpox é a mesma doença que ficou conhecida, nos últimos anos, como varíola dos macacos. O nome foi substituído por órgãos internacionais de saúde para evitar estigmatização e desinformação, já que a transmissão não tem relação com macacos e casos de agressões aos animais foram registrados por preconceito.

Mesmo com baixa gravidade na maioria das ocorrências, a confirmação do caso reacende dúvidas na população, principalmente sobre sintomas, contágio e prevenção.

Segundo a infectologista Joana D’arc, a transmissão acontece principalmente pelo contato direto. “A transmissão ocorre pelo contato com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados. Não é uma doença exclusivamente sexual. Qualquer contato próximo pode transmitir”, explica.

De acordo com a médica, os primeiros sinais podem ser confundidos com outras viroses. “No início, a pessoa pode sentir mal-estar, dor no corpo e febre. Depois surgem manchas avermelhadas que evoluem para pequenas lesões, que formam crostas. Quando essas crostas caem, o paciente deixa de transmitir o vírus.”

A especialista alerta que pessoas com imunidade baixa precisam de atenção redobrada. “A maioria evolui bem, mas pacientes imunossuprimidos podem ter quadros mais graves e lesões espalhadas pelo corpo. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.”

O diagnóstico é feito nas unidades de saúde, com coleta de material das lesões para exame laboratorial. O isolamento deve ser mantido até a cicatrização completa. “Em média, o afastamento dura cerca de 15 dias, mas pode variar conforme a evolução de cada paciente”, orienta.

A recomendação é procurar atendimento médico ao perceber sintomas suspeitos e evitar contato próximo com outras pessoas até a avaliação profissional.

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