O consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes do Distrito Federal tem chamado atenção. Dados do IBGE mostram que 43% dos jovens entre 13 e 17 anos já experimentaram o chamado “vape”. O índice coloca a capital federal na primeira posição no país.
As informações foram apresentadas durante uma audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, realizada nesta segunda-feira (6). O debate abordou os impactos do uso desses dispositivos entre a população jovem.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, a média nacional de experimentação de cigarros eletrônicos é de 29,6%, bem abaixo do registrado no Distrito Federal.
Os dados também mostram um aumento no uso desses dispositivos. No DF, a taxa passou de 30,8% no levantamento anterior para 43% atualmente. No restante do país, o número quase dobrou desde 2019.
Durante a audiência, a senadora Damares Alves afirmou que “o cenário do Distrito Federal em relação ao uso de cigarro, vape e outras drogas entre jovens é hoje considerado um dos mais preocupantes do Brasil, principalmente por causa dos cigarros eletrônicos”.
A parlamentar também declarou que “há forte apelo de marketing com sabores, design e tecnologia” e que “a dependência de nicotina tende a ser mais rápida e intensa em jovens”.
O levantamento aponta ainda uma mudança de comportamento entre os estudantes. O cigarro tradicional perdeu espaço, enquanto os dispositivos eletrônicos ganharam popularidade.
Especialistas alertam que a presença de nicotina nesses produtos pode levar à dependência de forma mais rápida, principalmente entre adolescentes, o que aumenta a preocupação com os impactos na saúde pública.
