Distrito Federal terá semana de calor e baixa umidade; máxima chega a 33°C

Brasília deve enfrentar uma semana de tempo seco, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. A previsão indica máximas de 33°C nesta segunda-feira (10), 30°C na terça (11), 29°C na quarta (12), 30°C na quinta (13), 31°C na sexta (14), 32°C no sábado (15), 31°C no domingo (16) e 30°C na próxima segunda-feira (17).

O cenário ocorre em meio ao período mais crítico da estiagem no Distrito Federal. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém atenção para os baixos índices de umidade, condição que pode aumentar os riscos de incêndios florestais e provocar impactos à saúde. O mês de agosto é tradicionalmente marcado pelo avanço do tempo seco na região.

A baixa umidade pode comprometer mecanismos naturais de proteção do organismo e favorecer o surgimento ou agravamento de problemas respiratórios, além de causar irritação na pele e nos olhos.

Segundo a pneumologista Milena Zamian, o ressecamento das secreções que revestem as mucosas das vias aéreas reduz a capacidade de defesa do organismo. “Devido à perda de umidade das secreções que revestem as mucosas das vias aéreas, há diminuição da capacidade de defesa contra microrganismos, predispondo a infecções respiratórias. A maior quantidade de poeira suspensa no ar é um fator agravante e afeta principalmente os portadores de asma e rinite”, explica.

Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos que mais precisam de cuidados durante períodos de baixa umidade. A menor percepção de sede pode fazer com que a ingestão de líquidos seja insuficiente, aumentando o risco de desidratação. “Há um maior risco de desidratação e maior chance de gravidade e complicação das infecções. Os idosos têm uma percepção diminuída da sede, tendendo naturalmente a ingerir menos líquidos, e as crianças pequenas muitas vezes dependem de terceiros para uma boa hidratação, o que também coloca esses grupos em maior risco de complicações”, alerta Milena.

O pediatra Thallys Ramalho, também destaca que crianças e idosos podem perder água mais rapidamente e nem sempre apresentam sede proporcional à necessidade de reposição. “Mesmo quando desidratados, idosos e crianças não costumam sentir sede para uma reposição efetiva do déficit de água. Nessas faixas etárias, a desidratação pode ter consequências mais graves, como por exemplo, insuficiência renal”, explica.

Nas crianças, alguns sinais podem indicar desidratação, como irritabilidade, alterações de humor e redução na quantidade de urina. Em bebês, a diminuição do número de fraldas molhadas deve servir como sinal de alerta para os responsáveis.

Quem trabalha ao ar livre também precisa se proteger

A atenção também deve ser redobrada por pessoas que trabalham expostas ao sol e ao vento, como frentistas, garis, vendedores ambulantes e trabalhadores da construção civil.

A combinação de altas temperaturas, exposição solar e baixa umidade favorece a perda de líquidos e pode aumentar o risco de desidratação. “A exposição ao vento e ao sol aumenta a perda de líquidos corporais e acentua a desidratação. Essas pessoas devem redobrar o cuidado com a hidratação, aumentando a ingestão de água, sucos e água de coco e, se possível, evitar esforços extenuantes durante o período mais quente do dia, que vai das 10h às 16h”, afirma Milena.

Como se proteger do tempo seco

Para reduzir os efeitos da baixa umidade, os especialistas recomendam:

  • beber água regularmente ao longo do dia;
  • manter a pele hidratada;
  • utilizar protetor solar;
  • fazer a hidratação das mucosas do nariz e dos olhos com soro fisiológico;
  • usar chapéus e bonés durante a exposição ao sol;
  • preferir roupas que protejam a pele;
  • evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes;
  • redobrar os cuidados com crianças e idosos.

A orientação é não esperar sentir sede para beber água, principalmente entre idosos e crianças. Durante os períodos de maior calor e menor umidade, a hidratação deve ser mantida de forma constante ao longo do dia.

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