A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na manhã deste sábado (14), um homem de 53 anos suspeito de dopar e estuprar uma jovem de 23 anos em Águas Claras. A ação foi realizada por equipes da 21ª Delegacia de Polícia, que cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como delegado e empresário para atrair mulheres com a promessa de oportunidades de emprego. Durante uma suposta entrevista, ele teria oferecido à vítima uma bebida contendo uma substância que a fez perder os sentidos.
A jovem relatou à polícia que recobrou a consciência cerca de 24 horas depois. Ao despertar, disse ter se encontrado nua sobre a cama do investigado, enquanto o homem vestia apenas roupas íntimas.
Com elementos iniciais de prova, a vítima apresentou um áudio enviado pelo próprio suspeito no qual ele falava sobre a oferta de emprego. Além disso, uma testemunha confirmou aos investigadores que a jovem estava desorientada após o encontro com o homem.
De acordo com a PCDF, as investigações começaram logo após o registro da ocorrência, o que permitiu a rápida identificação do suspeito.
Diante da gravidade do caso, a 21ª Delegacia representou à Justiça pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na residência do investigado, que foram autorizados pelo plantão judiciário.
No momento da prisão, o homem se preparava para fugir com a ajuda de um conhecido. O suspeito que prestava auxílio foi autuado em flagrante pelo crime de favorecimento pessoal.
A ação contou com a atuação da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª DP, com apoio da SICVIO e da SRD, sob coordenação da delegada Elizabeth Frade.
Histórico de ocorrências
O investigado, identificado como André Luiz Alves da Fonseca, já havia sido preso anteriormente por causar pânico no próprio condomínio, também no Distrito Federal.
Segundo relatos de moradores, ele teria lançado bombas do tipo “cabeça de nego” pela janela do apartamento durante a madrugada, provocando fortes explosões que assustaram vizinhos. Após as reclamações, o suspeito ainda circulava pelo prédio usando uniforme policial falso e algemas, tentando intimidar moradores.
Ele foi preso em flagrante no dia 1º de janeiro de 2026, após um boletim de ocorrência coletivo registrado por moradores do condomínio.
Na ocasião, André Luiz Alves da Fonseca afirmou que não estava em condições psicológicas de prestar esclarecimentos naquele momento, alegando fazer uso contínuo de medicamentos calmantes controlados, e disse que se manifestaria posteriormente.
