O senador Izalci Lucas (PL) afirmou que pretende disputar o Governo do Distrito Federal e defendeu que o partido lance candidatura própria nas eleições. Segundo ele, pesquisas recentes o colocam em terceiro lugar, em empate técnico com os primeiros colocados.
Izalci argumenta que o momento político no DF é de “indefinição”, citando processos judiciais envolvendo adversários. Citou a governadora Celina Leão (PP), segundo ele, será julgada na Operação Drácon, que pode tornar inelegível. Enquanto o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) também aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que pode impactar eventuais candidaturas.
O senador também mencionou investigações em andamento, como a delação de Vorcaro, e a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi indicação do PP, partido da governadora Celina Leão.
Diante desse contexto, Izalci defende que o PL apresente uma alternativa ao eleitorado. “O DF precisa de uma candidatura limpa, com passado inquestionável, para ter esperança de futuro”, afirmou.
Ele também fez críticas à atual gestão, apontando problemas nas áreas de saúde, segurança pública e infraestrutura. Segundo o parlamentar, há falta de medicamentos, longas filas no sistema de saúde e avanço de facções criminosas no Entorno do DF. Izalci ainda citou declaração do secretário de Fazenda sobre um déficit de R$ 2,7 bilhões acumulado entre 2025 e 2026.
O senador mencionou ainda dificuldades na prestação de serviços urbanos, como iluminação pública e manutenção de vias, além de obras paradas e atrasos em pagamentos a fornecedores.
Sobre o cenário interno do PL, Izalci disse que ainda não tratou da pré-candidatura com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com ele, o diálogo deve ocorrer mais próximo das convenções partidárias. “Vamos construir, junto com a população, uma opção viável para o DF”, afirmou. O senador destacou que os próximos meses serão decisivos para consolidar sua pré-candidatura.
