Escândalo do Banco Master amplia pressão sobre Ibaneis e Castro após novas suspeitas

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos e passou a atingir diretamente figuras de peso da política nacional. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), passaram a ser citados entre as autoridades sob suspeita nas apurações que investigam operações financeiras consideradas irregulares e que podem ter causado prejuízos bilionários aos cofres públicos.

Segundo apuração, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso desde abril por determinação do ministro André Mendonça, prepara uma proposta de delação premiada. A expectativa é que ele apresente documentos, mensagens e informações que, segundo interlocutores, apontariam para a participação de autoridades nas negociações envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público do DF.

De acordo com as informações divulgadas, Paulo Henrique Costa afirma possuir um acervo de provas que ajudaria a identificar os beneficiários finais dos recursos movimentados nas operações investigadas. O ex-executivo também sustenta que recebeu ordens para acelerar as negociações e que atuava como executor das decisões tomadas nos bastidores.

O caso se tornou ainda mais sensível para Ibaneis após investigações apontarem encontros entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que o negócio entre o Master e o BRB era discutido. O ex-governador nega envolvimento nas irregularidades e afirma que a condução das operações era responsabilidade da diretoria da instituição financeira.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro também enfrenta aumento da pressão política e judicial. Investigadores apuram investimentos bilionários realizados pela Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master. A defesa do ex-governador afirma que ele não participava das decisões técnicas da carteira de investimentos do fundo previdenciário.

As revelações ampliam a crise em torno do Banco Master, que já provocou investigações da Polícia Federal, discussões sobre a criação de uma CPMI no Congresso e repercussões em diferentes esferas do Judiciário e da política nacional.

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