Antigo galpão do Jornal de Brasília recebe oitava temporada do Hidden 

O Hidden Brasília abre sua oitava temporada em um endereço mais do que especial: o antigo galpão do Jornal de Brasília, no SIG. A abertura, que reúne convidados especiais e marca o início de mais uma edição que une arte, música, gastronomia e ocupação urbana, acontece entre os dias 28 e 30 deste mês.

O espaço escolhido para a edição deste ano já havia sido visitado e desejado em temporadas anteriores. A escolha reforça uma das marcas mais fortes do projeto ao longo dos anos, que é ressignificar espaços da cidade e revelar ao público novas formas de ocupar e enxergar Brasília.

Foto: Divulgação

Para Mariana Braga, sócia e diretora criativa do Hidden, ocupar o antigo galpão do jornal representa um momento simbólico para o projeto. “Para o Hidden, transformar um ambiente industrial, antes ligado à circulação de informação, em um lugar de encontros, arte, música e convivência será inesquecível”, afirma.

Segundo ela, o espaço foi escolhido não apenas pela estrutura física, mas também pela atmosfera carregada de memória. “A escala do galpão, a estética bruta, os vazios, as estruturas originais e a sensação de ‘cidade esquecida’ dialogam profundamente com a essência do Hidden. A gente sempre buscou lugares que provocassem surpresa e despertassem um novo olhar sobre Brasília, e esse imóvel traduz isso de maneira muito potente”, explica.

Com comando da chef Raquel Pacheco, do restaurante Casa de Vó, será aberta a primeira experiência gastronômica da temporada 2026. Entre as opções preparadas especialmente para a abertura estão o arroz parisiense com camarão, o arroz caldoso de mix de cogumelos e belisquetes como o sanduíche de peito bovino desfiado com queijo prato e abacaxi grelhado.

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Foto: Divulgação

A edição 2026 também amplia a experiência de bebidas da casa. A já tradicional carta de vinhos divide espaço com cervejas, refrigerantes e drinks como Jack and Coke e Negroni, reforçando a proposta do projeto de criar experiências completas de convivência e permanência.

A direção criativa segue sob o comando de Mariana Braga, responsável pela identidade estética e pela ambientação da temporada. De acordo com a empresária, a construção da edição começou a partir da observação do próprio espaço. “O processo começou justamente pela escuta do espaço. Antes de pensar em decoração ou programação, buscamos entender o que o galpão já nos dizia visual e emocionalmente. A arquitetura existente acabou conduzindo grande parte da narrativa criativa da edição”, conta.

Ela explica ainda que a proposta desta temporada aposta em contrastes e em uma experiência sensorial mais integrada. “Construímos uma identidade que valoriza o industrial e o acolhedor, o bruto e o delicado, o urbano e o afetivo. Tudo foi pensado para gerar uma experiência sensorial integrada”, diz. Segundo Mariana, o objetivo é que o público se sinta imerso na atmosfera criada pelo projeto.

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Foto: Divulgação

Já a parte artística fica por conta da exposição inédita Onde Mora o Sonho, de Daniel Toys. O artista apresenta obras que transitam entre o urbano e o imaginário, construindo uma narrativa visual marcada por cores vibrantes, geometrias e símbolos recorrentes em sua pesquisa, como casas, escadas e corações. Além da exposição, Toys também assina uma intervenção inédita no espaço, conectando arte, cidade e experiência.

Mariana destaca que a relação entre o artista e o projeto vem desde as primeiras edições do Hidden. “O Toys acompanha o projeto desde o túnel, quando grafitou as paredes do espaço. Ao longo dos anos, construímos uma relação muito orgânica, porque existe uma conexão forte do urbano e do Hidden”, afirma.

Para ela, a exposição desta edição dialoga diretamente com as memórias e emoções despertadas pelo antigo galpão. “Existe uma poesia no contraste entre a grandiosidade bruta do galpão e a delicadeza emocional presente na obra. A intervenção foi pensada justamente para compor o espaço e conversar diretamente com as marcas deixadas pelo tempo no antigo prédio”, explica.

Chegando à sua oitava edição, o Hidden Brasília mostra sua proposta de transformar espaços improváveis em experiências temporárias de convivência, arte e memória afetiva. Para Mariana Braga, o projeto também ajudou a mudar a forma como o público se relaciona com a cidade. “O Hidden contribuiu para mostrar que cultura também pode acontecer fora dos circuitos tradicionais e que espaços abandonados podem voltar a pulsar quando recebem pessoas, música, arte, gastronomia e experiências que geram conexão”, destaca.

Ela acredita que o projeto fortaleceu uma ocupação mais afetiva e criativa da capital. “O público passou a valorizar mais experiências autorais, temporárias e conectadas ao território, e principalmente aos artistas locais e à produção criativa de Brasília. Isso fortalece o sentimento de pertencimento e cria uma relação mais viva, curiosa e emocional com a cidade”, conclui.

SERVIÇO
Hidden Brasília — 8ª Temporada
Quando: 28 a 30 de maio de 2026
Onde: Antigo galpão do Jornal de Brasília, SIG
O que tem: Arte, música, gastronomia e ocupação urbana
Gastronomia: Chef Raquel Pacheco (Casa de Vó)
Exposição: Onde Mora o Sonho, de Daniel Toys

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