Arruda critica avaliação das contas do GDF e acusa governo de ‘pedalada fiscal’

O ex-governador e candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) criticou as declarações sobre a situação financeira do GDF e afirmou que a atual gestão tenta minimizar o cenário das contas públicas. Segundo ele, a avaliação oficial das finanças do Distrito Federal é pior do que a apresentada pelo governo.

Arruda comparou a situação a um sistema de avaliação escolar e afirmou que a nota atribuída às contas públicas não pode ser definida pelo próprio governo. “Quem define a nota é o professor, não o aluno. O atual governo foi um mau aluno, tirou nota baixa, foi reprovado e em vez de corrigir os erros e melhorar sua nota, resolveu criar uma nota para ele mesmo”, explicou.

O ex-governador também questionou a classificação “A provisório” mencionada pelo governo e afirmou que a medida não representaria uma melhora efetiva das contas públicas. “Criaram, não sei se com inteligência artificial, um tal ‘A provisório’, que nem existe. Na verdade, não cortaram gasto nenhum, apenas não fizeram os pagamentos que deviam e isso tem nome: pedalada”, observou Arruda.

Arruda afirmou ainda que a avaliação que considera oficial está disponível no site do Tesouro Nacional e classificou a situação financeira do Distrito Federal como a pior possível. “Agora, isso não vai esconder a verdade sobre o rombo do GDF. A verdadeira nota está lá no site do Tesouro Nacional. A nota é a pior possível, C”, acrescentou.

O candidato também fez críticas à forma como o governo estaria tratando as contas do Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, a demora na divulgação do balanço seria outro sinal de que problemas financeiros estariam sendo adiados. “Eles fizeram o rombo, não conseguiram resolver e agora tentam esconder a verdade, igual fazem com o balanço do BRB, que é impressionante: até agora não publicaram”, lembrou.

Arruda comparou a estratégia adotada pelo governo às chamadas “pedaladas fiscais” registradas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Na avaliação dele, a postergação de pagamentos e a falta de transparência poderiam fazer com que os problemas financeiros fossem enfrentados somente após as eleições. “Estão empurrando o problema com a barriga, dando pedaladas fiscais igual na época da Dilma, para a crise estourar só depois da eleição”, salientou.

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