Família denuncia furto de crânio após violação de túmulo no Cemitério de Taguatinga

A aposentada Iraci do Carmo Santos denuncia que o túmulo da mãe, Maria do Carmo, foi violado no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. Segundo ela, um zelador responsável pelos cuidados do jazigo há mais de 30 anos informou que a sepultura havia sido quebrada.

Ao chegar ao local, Iraci encontrou a placa de mármore retirada e danos no caixão da mãe, que foi sepultada há pouco mais de um ano. Conforme constatado posteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o crânio da vítima foi furtado. “Muita tristeza saber que tiraram um pedaço de uma pessoa querida e amada e que faleceu há pouco tempo. Sentimento de impotência por não saber pra qual finalidade e o que fizeram”, desabafa Iraci.

No mesmo jazigo também está sepultado o pai da aposentada, Arlindo Ferreira dos Santos, enterrado há vários anos. Iraci afirma que a situação gerou indignação e critica a falta de esclarecimentos por parte da empresa responsável pela administração dos cemitérios do Distrito Federal. “Sentimento de insegurança, saber que tudo ali não há uma supervisão”, acrescenta.

Após identificar a violação, Iraci e os familiares procuraram a administração do Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. Segundo a aposentada, eles solicitaram acesso às imagens das câmeras de segurança e explicações sobre o ocorrido, mas afirmam que os pedidos não foram atendidos.

Diante da situação, a família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Na segunda-feira (13), equipes da corporação estiveram no local e confirmaram que o crânio de Maria do Carmo havia sido furtado.

Moradora de Taguatinga, Iraci afirma que pagou durante anos as taxas de sepultamento e de manutenção do jazigo e diz que pretende recorrer à Justiça para buscar esclarecimentos e responsabilização pelo caso. “Vamos buscar na justiça nossos diretos, mesmo por que isso não pode continuar acontecendo. É um absurdo”, Iraci.

A administração dos cemitérios públicos do Distrito Federal é feita por meio de um contrato de concessão com duração de 30 anos, renovável por igual período. O contrato entrou em vigor em 2002 e prevê que a concessionária seja responsável pela gestão e manutenção dos cemitérios durante a vigência da concessão. Portanto, o contrato está vigente até 2032, podendo ser renovado, de acordo com o interesse do Governo do Distrito Federal.

O que diz o cemitério

A Campo da Esperança Serviços Ltda. informa que: Em respeito à família e para não atrapalhar as investigações, a empresa não vai se pronunciar sobre o caso. A segurança nos cemitérios do DF é feita 24 horas por dia por equipes de seguranças armados como forma de prevenção, porém, como agente privado, não consegue impedir todos atos criminosos.

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