A riqueza gastronômica, cultural e simbólica do Cerrado será celebrada neste sábado (15), com a realização da primeira edição do Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense. O evento acontece das 14h às 22h, na Casa Baco, no Casapark, reunindo chefs, produtores, artistas e representantes de comunidades tradicionais em uma programação gratuita voltada à valorização do bioma e de seus saberes.
Idealizado pela produtora cultural Tati dos Anjos em parceria com o chef Gil Guimarães, o festival nasce com a proposta de aproximar o público da identidade cerratense por meio de experiências que conectam gastronomia, música, dança e formação cultural. Ingredientes típicos como pequi, baru, araticum, cagaita e cajuzinho do Cerrado estarão presentes em pratos, oficinas e vivências ao longo do dia.
Segundo Gil Guimarães, a iniciativa busca fortalecer a relação entre cultura alimentar, território e memória. “A ideia é mostrar como o Cerrado pode estar presente à mesa, por meio da nossa cultura e da nossa gastronomia, valorizando pequenos produtores, a Ceasa e comunidades tradicionais como os Kalungas. Em um mundo cada vez mais globalizado, valorizar o que é da nossa terra talvez seja um dos gestos mais importantes que podemos fazer pela cultura”, afirma.
Para Tati dos Anjos, o festival também propõe uma reflexão sobre pertencimento e preservação. “O festival vem para reforçar a importância do bioma não apenas nas suas manifestações culturais, como dança, música e gastronomia, mas também no ser cerratense, aquele que compreende a importância de preservar esse território para as futuras gerações”, destaca.
Ao longo da programação, o público poderá conhecer produtos de comunidades representadas pela Cooperativa Central do Cerrado, organização que atua no fortalecimento da economia local por meio do uso sustentável da biodiversidade.
Na programação gastronômica, um dos destaques é a aula-show comandada por Gil Guimarães ao lado dos chefs convidados Léo Hamu e Júlia Almeida, que irão preparar ao vivo a tradicional tachada goiana, prato que reúne influências indígenas, africanas e europeias. O público poderá acompanhar o preparo e participar da degustação gratuita.
As crianças e famílias também terão espaço no evento com a oficina de pizza cerratense, conduzida pelo chef Marco Silva, em uma proposta que une aprendizado e brincadeira com ingredientes regionais. O Senac-DF participa da programação com a oficina Sabores do Cerrado, que apresenta uma releitura da carbonara com linguicinha artesanal e pequi.
Além das oficinas, a Casa Baco preparou um menu especial para o festival, com pratos criados a partir de ingredientes típicos do bioma em interpretações contemporâneas.
A programação cultural inclui oficina e apresentação de catira com o grupo Divino Pai Eterno, além de uma vivência em ritmos e danças do oeste africano com a artista Nanãn. À noite, as atrações musicais ficam por conta do quarteto de Nanãn Matos, do DJ Psylohat, da Chapada dos Veadeiros, e da banda Pé de Cerrado, que encerra o festival com o espetáculo Cultura Candanga, reunindo ritmos como coco, maracatu, ciranda, forró e frevo.
Com proposta inclusiva, o evento também contará com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição e materiais em braile.
Programação
Das 14h às 22h – Exposição de produtos Central do Cerrado
14h – Oficina de Pizza Cerratense para crianças com Marco Silva
15h – Oficina Sabores do Cerrado – Carbonara com linguicinha artesanal e pequi (Senac-DF)
16h – Oficina e Apresentação de Catira Divino Pai Eterno.
17h – Oficina de Ritmos e Dança do Oeste Africano
18h – Tachada: Aula-show de gastronomia com os chefs Gil Guimarães, Léo Hamu e Júlia Almeida
18h50 – Abertura com o ator Murilo Grossi
19h – Show de Nãnan Quarteto
20h – DJ Psylohat (Chapada dos Veadeiros)
20h30 – Show com Grupo Cultural Pé de Cerrado
22h Encerramento
Serviço
Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense
Quando: 16 de maio, das 14h às 22h
Onde: Casa Baco, Casapark – Brasília
Entrada: gratuita
