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A classificação antecipada e a liderança assegurada do grupo A3 poderiam transformar os últimos jogos do Gama na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro em simples protocolo. Porém, o regulamento da competição nacional impede qualquer clima de acomodação no Bezerrão. Líder isolado da chave com 22 pontos e invicto após oito rodadas, o Periquito ainda possui motivos gigantescos para entrar ligado nos confrontos contra o Inhumas e a Aparecidense antes do início do mata-mata da quarta divisão nacional.
A explicação passa diretamente pela campanha geral acumulada ao longo da Série D. Diferentemente de outros torneios nacionais, o desempenho da primeira fase continua influenciando praticamente todo o mata-mata. Assim, cada ponto conquistado agora pode virar vantagem esportiva decisiva nas fases eliminatórias. O regulamento considera critérios como pontuação, número de vitórias, saldo de gols, gols marcados e até cartões recebidos para ordenar os classificados durante a competição.
O primeiro benefício aparece logo na segunda fase. Como terminará na condição de melhor da chave, o Gama já garantiu o direito de disputar o jogo de volta em casa no primeiro mata-mata contra o quarto colocado do Grupo A4, atualmente o Mixto-MT. Depois disso, o peso da campanha fica ainda maior. A partir da terceira fase, os mandos dos confrontos passam a obedecer diretamente ao ranking geral acumulado da Série D. Na prática, vencer agora pode significar decidir oitavas de final, quartas de final, semifinal e até uma eventual final dentro do Bezerrão diante da torcida alviverde.
Outro detalhe importante envolve justamente a fase responsável pelo acesso à Série C. Na quinta fase, os oito classificados são ranqueados pela campanha geral acumulada. O chaveamento coloca o primeiro diante do oitavo, o segundo contra o sétimo e assim sucessivamente em chaveamento olímpico. Portanto, terminar entre os melhores da competição pode evitar cruzamentos teoricamente mais pesados logo no momento mais importante da temporada. Além disso, os clubes de melhor campanha também fazem a partida decisiva em casa.
A influência da campanha geral não para por aí. Até mesmo os playoffs do acesso, criados para equipes eliminadas nas quartas de final, utilizam o desempenho acumulado como critério para posicionamento e mando. Por isso, o Gama continua disputando muito mais do que manutenção de invencibilidade ou estatísticas positivas. O clube tenta construir uma vantagem esportiva capaz de acompanhar o elenco até as etapas derradeiras da Série D.
Além da matemática, existe ainda o aspecto competitivo. A equipe comandada por Luiz Carlos Carioca atravessa o melhor momento da temporada, embalada pelo título candango e pela campanha dominante na quarta divisão nacional. Manter intensidade, confiança e ritmo de competição virou prioridade dentro do planejamento alviverde. Em torneios longos e eliminatórios como a Série D, chegar forte ao mata-mata costuma fazer enorme diferença na corrida pelo acesso.
No sábado (30/5), às 16h, o Gama visita o Inhumas no Estádio Zico Brandão, em Goiás, pela nona rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. Uma semana depois, em 7 de junho, o alviverde encerra a participação na primeira fase diante da Aparecidense, no Bezerrão, já de olho nas vantagens capazes de transformar a ótima campanha em combustível para a busca pela Série C.
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