Grupo é preso suspeito de instalar equipamentos para fraudar sistema do Detran-DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu quatro homens suspeitos de integrar uma organização criminosa que instalava clandestinamente equipamentos de rede para permitir acesso remoto ao sistema do Detran-DF. A ação ocorreu nesta sexta-feira (28), durante a quarta fase da Operação Código Fantasma, coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

Segundo a investigação, o grupo instalava dispositivos do modelo MikroTik nas redes internas de unidades do Detran-DF e do Na Hora. Os equipamentos permitiam que os criminosos acessassem remotamente o sistema e realizassem alterações indevidas em dados.

Entre as fraudes identificadas nas fases anteriores da operação estão desvinculação de débitos, cancelamento irregular de multas de trânsito, transferência ilegal de veículos e outras transações fraudulentas.

O Detran-DF identificou as alterações e, de acordo com a PCDF, conseguiu desfazer as operações. A polícia afirma que, além dos prejuízos financeiros, as fraudes provocaram impactos sociais.

A investigação apontou que a instalação dos equipamentos aumentou após o Detran-DF reforçar as medidas de segurança cibernética. A partir da análise de vestígios digitais e financeiros, os investigadores conseguiram identificar os integrantes do grupo.

Nesta sexta, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em Vicente Pires, Candangolândia, Taguatinga Norte e Recanto das Emas.

De acordo com a PCDF, o homem apontado como líder da organização tentou fugir durante a abordagem e jogou dispositivos digitais no vaso sanitário da residência para tentar destruir provas.

Os policiais apreenderam joias, uma arma de fogo e diversos dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia.

Também foram autorizados o sequestro de bens móveis e imóveis ligados à organização e o bloqueio de contas bancárias dos investigados. A medida tem como objetivo impedir que os suspeitos movimentem ou ocultem valores obtidos com as atividades criminosas.

Até 32 anos de prisão

Os investigados poderão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato qualificado pelo meio eletrônico e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, as penas máximas, somadas, podem chegar a 32 anos de prisão.

A polícia informou que outros crimes podem ser atribuídos aos envolvidos conforme o avanço das investigações.

A Operação Código Fantasma faz parte de uma série de ações da DRCC contra grupos que tentam invadir e alterar o sistema do Detran-DF. Ao todo, a unidade afirma já ter deflagrado oito operações com esse objetivo.

A quarta fase da operação identificou uma organização com estrutura definida e divisão de tarefas. Segundo a investigação, o grupo responsável pela instalação dos dispositivos MikroTik integra uma organização criminosa de maior dimensão.

A DRCC também realizou quatro fases da Operação By Pass, que resultaram na prisão de suspeitos apontados como responsáveis por invasões ao sistema do Detran-DF.

As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e esclarecer a atuação da organização criminosa maior.

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