A cultura Hip Hop chega a seis escolas da rede pública do Distrito Federal com a terceira edição da Expo Hip Hop Brasil nas Escolas. O projeto promove gratuitamente palestras, oficinas, vivências artísticas e apresentações culturais em unidades de ensino de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol, aproximando estudantes de artistas e profissionais da cena cultural do DF.
As atividades são realizadas nos períodos matutino e vespertino no CEF 34, CEF 10, CEF 16, CEF 35, Escola Classe Juscelino Kubitschek e CED 14. A expectativa é alcançar aproximadamente 2 mil pessoas ao longo da programação, que reúne 12 palestras socioeducativas, 12 oficinas e ações formativas e 12 apresentações culturais.
Entre as atividades estão oficinas e vivências de breaking, rap e discotecagem, além de encontros sobre cidadania, inclusão, diversidade, cultura de paz e valorização da produção cultural local. A proposta é apresentar aos estudantes diferentes linguagens do Hip Hop e ampliar o contato com profissionais que atuam no setor.
Um dos participantes é o B-Boy Toddy, dançarino de breaking com experiência em competições nacionais e internacionais. Também integram a programação a rimadora Fugazzi, representante do Distrito Federal em batalhas de rima, e os grupos Tropa de Elite e Conexão Fatal.
“Levar artistas que têm uma trajetória consolidada na cultura Hip Hop para dentro das escolas é uma forma de aproximar os estudantes de referências que muitas vezes fazem parte da realidade cultural das próprias comunidades”, afirma Vanderlei Inácio, coordenador-geral do projeto. Segundo ele, o contato com esses profissionais também pode mostrar aos jovens que a arte e a cultura podem ser caminhos de formação e de trabalho.
Com presença histórica nas periferias do Distrito Federal, o Hip Hop reúne manifestações artísticas que também funcionam como formas de expressão, pertencimento e participação social. A iniciativa busca valorizar produções culturais das próprias comunidades e estimular o protagonismo dos estudantes.
Para o coordenador, levar as atividades ao ambiente escolar também contribui para ampliar o acesso à cultura. “A escola pública é um espaço fundamental para democratizar o acesso à cultura. Muitas vezes, o estudante não tem a oportunidade de participar de atividades culturais fora do seu território. Quando levamos essas ações para dentro da escola, conseguimos aproximar a arte do cotidiano dos alunos”, ressalta.

Além dos estudantes, o projeto envolve profissionais da cadeia produtiva da cultura e da economia criativa, entre artistas, oficineiros, palestrantes, técnicos, produtores, comunicadores e fornecedores. A programação também aborda temas como diversidade, inclusão, acessibilidade e cultura de paz.
A 3ª Expo Hip Hop Brasil nas Escolas é realizada pelo Instituto de Empoderamento Social, em parceria com o Ministério da Cultura.
