A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) criou um projeto para ampliar e acelerar a resposta policial em casos de violência contra a mulher. O Projeto Pronto Atendimento à Mulher foi instituído pela Portaria nº 358, de 24 de agosto de 2026, publicada nesta quarta-feira (26).
A iniciativa será coordenada pelo Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) e pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE). Entre as medidas previstas estão o reforço na prevenção, investigação e repressão aos crimes de violência doméstica e familiar, além da intensificação das prisões em flagrante nos casos previstos pela Lei Maria da Penha.
Segundo a PCDF, o projeto também vai ampliar o acompanhamento das denúncias recebidas pelos telefones 197 e 180. Os casos relacionados à Lei Maria da Penha que ainda estiverem em aberto serão monitorados de forma sistemática e encaminhados às unidades responsáveis pela investigação. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha uma resposta policial ainda mais rápida, qualificada e efetiva”, afirmou a diretora do Departamento de Polícia Especializada, delegada Ana Carolina Litran. Segundo ela, a medida busca integrar as unidades da corporação, aumentar a capacidade de apuração das denúncias e reforçar a proteção às vítimas.
A Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) deverá encaminhar mensalmente aos departamentos responsáveis a relação dos casos em aberto e acompanhar a evolução das investigações.
Já a Divisão de Análise Técnica e Estatística (Date) fará um levantamento semanal dos resultados do projeto. Serão monitorados indicadores como número de denúncias apuradas, prisões em flagrante e diligências realizadas pelas equipes policiais.
O projeto também prevê a utilização de recursos destinados ao Serviço Voluntário Gratificado (SVG), mecanismo que permite reforçar o efetivo empregado nas ações da Polícia Civil.
