A população de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, ainda espera pela entrega do primeiro aparelho de ultrassom da rede municipal de saúde. O equipamento, considerado essencial para a realização de exames de diagnóstico, foi contratado pela Prefeitura por meio de licitação concluída em abril deste ano, mas ainda não entrou em operação.
A contratação prevê o fornecimento de um aparelho de ultrassom de alta tecnologia para atender as unidades vinculadas à Secretaria Municipal de Saúde e a população de pouco mais de 17 mil habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2020. O contrato foi firmado com a empresa Ipanema Brasil Atacado e Importação Eireli, sediada em Anápolis, pelo valor de R$ 110.779.
De acordo com o edital, o equipamento será transportável, montado sobre rodízios, e contará com recursos para exames em diferentes modalidades, incluindo imagens em 2D, Doppler colorido, Power Doppler e Doppler espectral, além de monitor de alta resolução e sistema de otimização de imagens.
A expectativa é que o aparelho amplie a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, permitindo a realização de exames como ultrassonografia de tireoide, endovaginal, das vias urinárias, abdominal, das mamas e musculoesquelética, além de avaliações vasculares e obstétricas.
Enquanto o equipamento não é entregue e colocado em funcionamento, moradores seguem sem acesso ao serviço na rede municipal e dependem de encaminhamentos para outras cidades ou da rede privada para a realização dos exames. A demora na disponibilização do aparelho prolonga a espera por diagnósticos e tratamentos que dependem da ultrassonografia.
O Jornal Opção Brasília/ Entorno apurou que a empresa tem sede em Anápolis e de acordo informações passadas pelos representantes, o empenho do aparelho chegou à empresa no fim de agosto, ou seja, depois de 3 meses após a finalização da licitação. “Assim que chegou fizemos o pedido, e por se tratar de um equipamento importado, demora em torno de 20 dias úteis para chegar, até a liberação da Anvisa. Então chega entre o final desse mês até dia 05/09. O pessoal da prefeitura demorou muito para fazer o pedido após o pregão ser homologado”, disse a nota da empresa.
O secretário de saúde Waltin Braz Dutra, foi procurado e por telefone disse que retornaria o contato, pois estava em reunião. Até o fechamento desta reportagem não houve manifestação, o espaço continua aberto para esclarecimentos.
