Um aluno de 13 anos do Colégio Militar Dom Pedro II, no Distrito Federal, foi agredido por um colega dentro da instituição na última terça-feira (4). O adolescente, que cursa o 7º ano, foi atingido por vários socos no rosto e precisou ser levado de ambulância para atendimento médico.
De acordo com relatos, a confusão começou após os estudantes participarem de uma partida de handebol fora do colégio. Depois do jogo, os adolescentes voltaram para a escola e continuaram brincando no vestiário.
Segundo pessoas próximas à vítima, três estudantes participavam de uma brincadeira com bolinhas de papel quando houve uma discussão. O aluno apontado como agressor teria perseguido o colega e desferido diversos golpes, principalmente no rosto. A agressão só teria terminado após a intervenção de dois monitores. “Em certo momento, [a vítima] e mais dois começaram a jogar bolinha de papel, [um deles] jogou no menino e ele teve essa alteração. Parece que dois correram para um lado e ele para outro, até que alcançou a vítima”, disse um conhecido.
Ainda segundo relatos, o adolescente agredido afirmou a pessoas próximas que não reagiu porque sabia que o colega era filho de um oficial de alta patente do Corpo de Bombeiros. Ele teria dito que temia ser expulso da instituição caso reagisse.
O próprio colégio acionou uma ambulância, e o estudante foi levado ao Hospital Alvorada, no centro de Brasília. Exames médicos apontaram fratura multifragmentada do osso nasal esquerdo, desvio do septo nasal para a esquerda e pansinusopatia, sem sinais de processo inflamatório agudo.
Afastamento de comandante
O aluno apontado como autor das agressões é filho de Gilberto Hideki Ueda, comandante do Corpo de Alunos do Colégio Militar Dom Pedro II.
Após tomar conhecimento do caso, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento de Ueda da função que exerce na instituição. Também foi determinada a expulsão do estudante apontado como responsável pela agressão.
A medida foi adotada após a divulgação do caso e envolve diretamente a estrutura de comando do colégio, já que o adolescente apontado como agressor é filho do oficial que ocupava o comando do Corpo de Alunos.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades responsáveis e pela própria instituição de ensino.
