Arruda crítica déficit nas contas do DF e sugere quatro prioridades para eventual governo

O candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD) afirmou que o seu eventual próximo governo terá como principais desafios reorganizar as contas públicas, mudar o modelo de gestão da saúde, ampliar a mobilidade urbana e recuperar a qualidade da educação pública. Em entrevista ao Jornal Opção Brasília/Entorno, Arruda estimou um déficit de até R$ 7 bilhões nas contas do DF ao fim de 2026 e citou possíveis rombos no Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas) e no Banco de Brasília (BRB), além de fazer críticas à atual gestão.

Segundo Arruda, o déficit das contas públicas do Distrito Federal pode ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões até o fim deste ano. Ele afirmou ainda que o Iprev e o Inas teriam, cada um, um déficit estimado em R$ 2 bilhões. Sobre o BRB, o ex-governador mencionou uma estimativa de R$ 16 bilhões, mas reconheceu que o valor não é conhecido oficialmente. “E o tamanho do buraco do BRB nem eu, nem vocês da imprensa sabem. Estima-se que seja R$ 16 bilhões”, afirmou.

Arruda também criticou o que classificou como falta de transparência na divulgação dos dados financeiros do banco. Segundo ele, a ausência do balanço gera dúvidas sobre a real situação da instituição. As declarações, no entanto, não foram acompanhadas, na fala, de documentos que comprovem os valores citados.

Na área da saúde, o ex-governador defendeu uma mudança no modelo de gestão e afirmou que o sistema enfrenta problemas como filas para cirurgias e dificuldades no atendimento de emergência. Ele citou a necessidade de ampliar o número de profissionais e melhorar a remuneração da categoria. “Saúde não espera, gente!”, declarou.

Como terceira prioridade, Arruda apontou a mobilidade urbana. Ele afirmou que o crescimento da população e da frota de veículos pode agravar os congestionamentos no Distrito Federal e criticou a estratégia de concentrar investimentos apenas na construção de viadutos.

Entre as propostas citadas estão a implantação de quatro novas linhas de metrô, ampliação de sistemas de BRT e construção de um anel viário. Para o ex-governador, as medidas seriam necessárias para evitar o agravamento dos congestionamentos na capital.

A quarta prioridade apresentada por Arruda foi a educação pública. Ele afirmou que, durante o período em que governou o DF ao lado de Paulo Octávio, em 2009, Brasília ocupava a primeira posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na fala, ele também disse que o Distrito Federal teria caído para a última posição entre os estados no Ideb do ensino médio.

Arruda classificou a recuperação da educação pública como a principal meta de um eventual novo governo. “Resgatar a educação pública será certamente a meta central do nosso governo”, afirmou.

As declarações fazem parte da apresentação de propostas de Arruda para uma eventual gestão do Distrito Federal. Os números citados sobre déficit e a situação financeira do BRB precisam ser confrontados com dados oficiais e balanços das instituições antes de serem tratados como valores confirmados.

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