Emater-DF leva pimentas e tecnologias à AgroBrasília 2026

Na AgroBrasília 2026, que começa nesta terça-feira (19) e vai até sábado (23), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) apresenta tecnologias voltadas à redução de custos, ao aumento de produtividade e à melhoria da renda da agricultura familiar no Circuito Tecnológico das Hortaliças.

O destaque desta edição é o cultivo protegido de pimentas em túnel, sistema que reduz perdas por doenças, diminui o uso de insumos e permite produção até mesmo no período de entressafra. No espaço, produtores e visitantes também podem conhecer cultivares desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças especialmente adaptadas às condições do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride), entre elas variedades dos tipos dedo-de-moça, biquinho e jalapeño, além da pimenta-de-cheiro.

Segundo o agrônomo e responsável pelo circuito, Antonio Dantas, a cultura da pimenta é estratégica para pequenos produtores pela possibilidade de diversificação em pequenas áreas e pela demanda de mercado. Ele afirma que as novas cultivares trazem mais produtividade e resistência, o que aumenta a segurança produtiva e a renda familiar.

Entre os materiais apresentados, a cultivar BRS Sarakura, do tipo jalapeño, pode alcançar até 60 toneladas por hectare e atende à demanda das agroindústrias para produção de molhos e geleias. Já a BRS Mari, tipo dedo-de-moça, pode produzir cerca de 35 toneladas por hectare, com potencial para fabricação de pimenta calabresa utilizada pela indústria de embutidos.

Outro destaque é a pimenta-de-cheiro, que apresentou, segundo estudos da Emater-DF, custo de produção de R$ 3,75 por quilo, enquanto o preço médio de comercialização alcançou R$ 8 por quilo no segundo semestre de 2025.

O Circuito das Hortaliças foi planejado para apresentar tecnologias acessíveis aos pequenos produtores, especialmente voltadas à redução de gastos com insumos e mão de obra. Além do cultivo de pimentas em túnel, o espaço mostra tomate e pimentão sob estufa; jiló consorciado com maxixe sob mulching; e técnicas de fertirrigação, manejo da irrigação e automatização de sistemas. Também estão em demonstração irrigação localizada, Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) e manejo da irrigação com sensor de umidade do solo Irrigas.

Dantas afirma que a agricultura de precisão deve ser reforçada, com irrigação na hora e na dosagem certa, além do cultivo protegido, que ajuda a controlar doenças e permite produzir no período de entressafra. Segundo ele, o túnel agrícola funciona como alternativa de menor custo em comparação às estufas convencionais, protegendo culturas sensíveis do excesso de chuva e reduzindo a incidência de doenças.

O circuito também traz o cultivo da abóbora tipo butternut tropical sob mulching. Conhecida popularmente como goianinha, a cultivar se destaca pela capacidade de armazenamento, permitindo que o produtor espere melhores preços para comercialização. A variedade apresentada pode produzir até mil caixas por hectare em ciclos entre 90 e 110 dias, com custo estimado de produção em torno de R$ 17,20 por unidade, enquanto o preço de venda varia entre R$ 35 e R$ 40 no mercado.

Segundo a Emater-DF, a cultivar também possui potencial para atender programas de compras governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) e Cestas Verdes. As demonstrações apresentadas no circuito foram definidas a partir das demandas de produtores recebidas pelos extensionistas no campo e têm como objetivo oferecer soluções práticas e economicamente viáveis aos agricultores familiares.

*Com informações da Emater-DF

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