Festival de Inverno Sesc chega à quarta edição e transforma Parque da Cidade em palco da cultura brasiliense

O inverno brasiliense já tem um encontro marcado com a cultura. Nos dias 25 e 26 de julho, o estacionamento 11 do Parque da Cidade volta a receber o Festival de Inverno Sesc, que chega à quarta edição consolidado como um dos grandes eventos culturais gratuitos do Distrito Federal. Com shows de artistas nacionais, programação infantil, atividades esportivas, experiências gastronômicas e ações voltadas ao bem-estar, a expectativa é reunir entre 10 mil e 15 mil pessoas por dia.

Muito além de um festival de música, o evento aposta em uma proposta de convivência ao ar livre, aproveitando um dos cenários mais tradicionais de Brasília durante o período de seca: o pôr do sol do Parque da Cidade. A programação foi pensada para diferentes públicos, desde famílias com crianças até jovens e amantes da música brasileira.

Para o gerente de Cultura do Sesc-DF, Diego Marx, a essência do festival está justamente em reunir diferentes expressões da cultura nacional em um ambiente democrático e acessível. “O Festival de Inverno é um dos espaços onde conseguimos explorar essa música brasileira contemporânea, reunindo artistas importantes que circulam pelo país. É um encontro desses nomes em um grande palco gratuito para o público”, afirma.

Música para todos os gostos

A programação reúne artistas de diferentes estilos e gerações. No sábado (25), sobem ao palco BaianaSystem, Mundo Livre S/A, Maglore, Vanguart e Braza. Já no domingo (26), o público poderá acompanhar apresentações de Céu, Tássia Reis, Amaro Freitas, Mari Jasca e Ju Strassacapa.

Segundo Diego Marx, a escolha dos artistas faz parte de uma curadoria construída ao longo do ano pela equipe de Cultura do Sesc, buscando valorizar nomes relevantes da cena musical brasileira e também artistas do Distrito Federal.

Muito além dos shows

Quem visitar o festival encontrará uma programação que começa pela manhã e segue até a madrugada de sábado. A proposta é oferecer uma verdadeira ocupação cultural do parque.

Entre as atrações estão oficinas circenses, contação de histórias, apresentações de mamulengo, atividades infantis, planetário, oficinas de cupcake, cortejo do FestClown, feira gastronômica, brechó e espaços voltados para práticas esportivas e de lazer.

“A ideia é oferecer um parque como Brasília sonha. Um espaço com atividades para crianças, jovens e adultos. É o Sesc fazendo aquilo que sempre fez: atender toda a família”, explica Diego.

Entre as novidades desta edição estão a ampliação do número de palcos, o fortalecimento da programação infantil, a realização da feira gastronômica Panela Candanga, que reúne produtores locais, além da integração com a programação do Estação Blues, que contará com participação internacional da filha de B.B. King, Claudette King.

Yoga para desacelerar

Uma das experiências do festival acontece ao fim de cada dia: uma aula gratuita de yoga aberta ao público. Responsável pela atividade, a professora Laura da Hora afirma que a proposta é criar um momento de pausa antes da intensa programação cultural.

“A prática será uma espécie de marco de chegada ao festival. Um momento para respirar, movimentar o corpo e realmente perceber: ‘estou aqui’. A ideia é que as pessoas aproveitem o restante do evento com mais presença e conexão”, explica.

Ela destaca que a atividade foi pensada para acolher desde praticantes experientes até quem nunca teve contato com a modalidade. “O yoga não exige flexibilidade ou experiência. Basta chegar com uma roupa confortável e disposição para viver a experiência”, ressalta.

Parque da Cidade como protagonista

Desde a primeira edição, o Festival de Inverno acontece no Parque da Cidade, escolha que, segundo o Sesc, vai além da capacidade de receber grandes públicos.

Para Diego Marx, o espaço faz parte da própria experiência do evento. “O Parque da Cidade fica muito especial durante o inverno. O contato com a natureza, o pôr do sol e esse ambiente ajudam as pessoas a se reconectarem com a cidade e com elas mesmas. Queremos celebrar esse espaço que Brasília tem e que, muitas vezes, não é vivido dessa forma”, afirma.

Cultura acessível

A expectativa do Sesc é receber até 30 mil pessoas durante os dois dias de festival. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. A estrutura contará com segurança privada, sistema de monitoramento, reconhecimento facial, controle de acesso e área cercada durante os principais shows.

Para Diego Marx, oferecer um festival desse porte gratuitamente faz parte da missão institucional do Sesc. “O objetivo é democratizar o acesso à cultura. Muitas pessoas não conseguem frequentar grandes festivais por causa do custo. Aqui, qualquer pessoa pode participar, assistir aos shows e viver essa experiência”, destaca.

Na quarta edição, o Festival de Inverno Sesc amplia sua programação e reforça uma proposta que vai além do entretenimento: ocupar um dos principais cartões-postais da capital com música, arte, esporte, lazer e convivência. Em um fim de semana típico do inverno brasiliense, a expectativa é que o público encontre no Parque da Cidade não apenas grandes shows, mas um espaço para permanecer o dia inteiro, compartilhar experiências e celebrar a cultura ao ar livre. 

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