Grupo é suspeito de marcar falsas compras de celulares para assaltar vendedores no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Falso Comprador para desarticular um grupo suspeito de usar falsas negociações de compra de celulares de alto valor para roubar vendedores no Distrito Federal.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas regiões de Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Gama e Guará. De acordo com a corporação, não houve prisões durante a operação.

As investigações são conduzidas pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, e apuram uma série de crimes registrados entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026.

Segundo a PCDF, o grupo utilizava plataformas de comércio eletrônico e aplicativos de mensagens para atrair vítimas interessadas em vender smartphones de última geração. Os suspeitos criavam perfis falsos, com identidades masculinas e femininas, para transmitir credibilidade e marcar encontros presenciais em locais públicos.

Ainda conforme a investigação, ao chegar ao local combinado, os criminosos anunciavam o assalto ou solicitavam o aparelho para uma suposta inspeção antes de fugir. Quando a vítima ou familiares tentavam perseguir o autor, outros integrantes da quadrilha apareciam para garantir a fuga, fazendo ameaças com facas e armas de fogo.

Um dos episódios chamou a atenção dos investigadores. Segundo a Polícia Civil, após o roubo, integrantes do grupo entraram em contato com a própria vítima para oferecer a devolução do celular mediante o pagamento de um “resgate”.

As investigações também apontam que os suspeitos possuem antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. De acordo com a PCDF, eles ainda utilizavam redes sociais para publicar fotos exibindo armas de fogo e entorpecentes.

Os investigados poderão responder por associação criminosa e roubo qualificado pelo concurso de pessoas, pelo uso de arma branca e pelo emprego de arma de fogo. Somadas, as penas previstas para os crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão, caso haja condenação.

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