Wine Jazz Piri abre 4ª edição em Pirenópolis com show de Moreno Veloso

Pirenópolis recebe, a partir desta quinta-feira (30) a 4ª edição do Wine Jazz Piri, que segue até 3 de maio no Espaço Cultural Santa Dica. Consolidado como um dos eventos mais charmosos do calendário cultural da região, o festival, idealizado por Ricardo Trick, tem como propósito impulsionar a vitivinicultura emergente do Centro-Oeste brasileiro, aliando a experiência enogastronômica a uma curadoria musical centrada no jazz.

Idealizado para dar visibilidade ao trabalho artesanal de produtores de vinhos, queijos, embutidos e outras iguarias do Centro-Oeste brasileiro, especialmente aqueles que integram a Rota dos Pirineus, o Wine Jazz Piri aproxima o público dos produtores locais e valoriza a produção regional.

Foto: Divulgação/Betto Jr

“Tudo começou quando representantes da Rota dos Pirineus, que tinham vinícolas, me procuraram para organizar uma feira onde pudessem apresentar seus produtos. Achei, porém, que seria mais interessante criar algo maior. Iniciei então o desenvolvimento de um novo festival que atendesse a essa demanda, mas que também incorporasse outros elementos, como a música. Foi assim que surgiu o Wine Jazz Piri”, revela Ricardo.

Organizadores do festival vem observando um aumento no número de vinícolas participantes. “Hoje, já estamos com mais de 30 vinícolas confirmadas. Juntas, elas vão apresentar em torno de 150 rótulos. Isso é uma grande alegria para nós que acreditamos desde a primeira edição na força desse segmento”, esclarece Trick. Entre os vinhos regionais apresentados, destacam-se rótulos que vem ganhando reconhecimento no cenário nacional, inclusive conquistando premiações da categoria. 

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Foto: Divulgação/Betto Jr

Ricardo observa que o aumento no número de vinícolas participantes já era esperado e destaca a necessidade de crescimento sustentável do evento. “O aumento para mais de trinta vinícolas já era esperado. Na verdade, a gente passou bastante disso e ainda havia espaço para avançar”, afirma, pontuando ainda que o principal desafio é manter o equilíbrio entre todos os envolvidos. “O segredo do sucesso do evento é que ele não pode ser bom apenas para o organizador, nem só para o público ou para o expositor. É preciso olhar para essas três frentes ao mesmo tempo”, explica.

Outro destaque do festival é a charmosa feira gastronômica, que por sua vez, conta com produtos artesanais da Rota dos Pireneus — queijos especiais, salumeria, chocolates artesanais, cafés especiais, meles, geleias e massas frescas — produtos cuidadosamente selecionados para harmonizações refinadas com os vinhos apresentados.

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Foto: Divulgação/Betto Jr

Ainda de acordo com Ricardo, o festival começou de forma pequena, ao lado da igreja do centro da cidade e com o passar das edições, foi expandindo para algo maior. “Na edição de 2025 precisamos buscar um espaço maior devido ao tamanho e sucesso do festival. Para essa quarta edição, ampliamos bastante”, comenta Trick. 

Para 2026, a programação cultural do festival ganhou uma atração especial. Pela primeira vez, o projeto Só Caetano, liderado por Moreno Veloso, ao lado de Jaques Morelenbaum e Paula Morelenbaum, desembarca no Goiás.  Também estão no line-up do evento Bruno Rejan, que se apresenta na quinta (30), às 21h com o espetáculo Assanhando Jacob do Bandolim e o DJ  Thiago Jesus, que será o responsável por dar o tom musical do evento em seguida.

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Moreno Veloso, ao lado de Jaques Morelenbaum e Paula Morelenbaum. – Foto: Divulgação

Na sexta-feira (1º), Sarará Santos apresenta repertório especial sobre Djavan, seguido pela cantora YAS, e sets do DJ Thiago Jesus. Já no sábado (2), o violonista Júlio Lemos abre os trabalhos, seguido pela flautista Adriana Losi e pelo trio Só Caetano. No último dia, domingo (3), o evento inicia às 10 horas, seguido por show de Diogo Tabah e cardápio especial para o almoço. Neste dia, a entrada é aberta ao público.

“A música tem um papel central no festival”, avalia o criador do evento. “Sempre tive uma ligação muito forte com a música e, ao longo dos anos, busquei criar festivais que valorizassem essa conexão. No Piriri com foco no rock, e em outros projetos como o Goiás Fashion, voltado ao jazz, a proposta é sempre mesclar músicos locais com artistas de fora”, explica. 

Segundo ele, esse intercâmbio cultural é fundamental para fortalecer a cena goiana e ampliar horizontes. “No ano passado, por exemplo, trouxemos o músico goiano Rogério Caetano, radicado no Rio de Janeiro, que se apresentou com instrumentistas cariocas e também com músicos de Goiás. Essa troca é muito rica e une diferentes escolas e estilos. Neste ano, seguimos nessa linha ao trazer grandes nomes, que são referência da música brasileira”, comenta Trick.

Raul de Oliveira, diretor artístico do Wine Jazz e do PiriBier, conta que a escolha dos artistas que se apresentarão nos quatro dias de evento é feita de forma muito criteriosa, e busca prestigiar artistas locais e nacionais que mantêm viva a música instrumental e popular de qualidade. “Assim como fizemos com o PiriBier, nosso propósito no Wine Jazz é posicionar Pirenópolis como um dos grandes destinos musicais do país, conectando arte, turismo e experiência de alto nível em um mesmo evento”, avalia Raul. 

Para o organizador do festival, o grande diferencial é a experiência direta entre produtor e consumidor, criando uma conexão genuína com o vinho. “Mais do que degustar, o público conversa, aprende e entende cada detalhe do processo. O formato permite provar diferentes rótulos em pequenas doses, ampliando o repertório sem compromisso”, pontua Trick. 

Segundo ele, essa vivência transforma o evento em uma experiência acessível, dinâmica e educativa. “Somado à alta gastronomia e produtos regionais, o resultado é um encontro de qualidade, onde consumo e cultura caminham juntos”, observa Ricardo. Além da oferta de vinhos, o evento aposta em uma programação diversificada. “A gente pensou em tudo: espaço kids para quem vai com crianças, áreas instagramáveis porque sabemos que as pessoas gostam de registrar o momento, e uma curadoria musical de altíssimo nível. Há um cuidado enorme na escolha das atrações”, afirma. 

Sobre o futuro, Ricardo projeta crescimento e maior participação de produtores locais. “Queremos investir ainda mais nas vinícolas da região. Muitas novas estão surgindo — eu mesmo plantei uva e estou estruturando a minha. No ano que vem, devo lançar meu primeiro vinho”, revela. Segundo ele, outras vinícolas também devem estrear nas próximas edições, ampliando a diversidade do evento.

Para quem deseja participar do festival, os ingressos estão custando a partir de R$70 e estão sendo vendidos pelo aplicativo BaladApp. O ingresso garante acesso ao espaço WineJazz e aos shows da programação principal. É possível escolher por ingressos individuais para curtir um dia específico (quinta, sexta ou sábado) ou o passaporte, que garante acesso a todos os dias do evento.

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